Um spoiler da minha grande viagem de 2026

Num almoço recente de família, recebi uma provocação deliciosa. Minha cunhada, mãe de um garoto incrível, me perguntou meio brincando: "Por que você não escreve um livro para o seu sobrinho?". Fiquei imediatamente tentado... O que escrever para despertar numa criança o desejo de conhecer o mundo? Não que ele precise ser estimulado nesse sentido... Com três anos ele já viajou um bocado e só de ouvir minha primeira ideia, a de falar sobre um garoto que visita crianças de outras culturas, disse lá do outro lado da sala, displicentemente: "Esse menino sou eu". De cada lugar que eu visitei em 2025 eu mandava um vídeo curto no Whatsapp dizendo que estava esperando ele lá: em Dubai, em Lisboa, em Morro de São Paulo. E minha cunhada sempre mandava imagens dele assistindo a tudo fascinado dizendo: "Eu quero ir lá!". Talvez o espírito nômade já esteja no DNA da família. Meus irmãos são também viajantes fanáticos -estamos cada um num canto do planeta enquanto escrevo isto. Mas, para além dessa vocação, e se eu escrevesse algo realmente inspirador para ele? Quando eu era criança, esses livros não eram tão criativos como os de hoje. Teve o "Tintim", claro, que comecei a ler lá pelos 10 anos de idade. Minhas primeiras "viagens literárias" foram com ele: Tibete, Escócia, Egito, a Lua! Mas por onde eu começaria minha narrativa para uma criança do século 21? Leia mais (01/01/2026 - 00h41)