Réveillon em Copacabana: os pontos altos e baixos da festa de ano novo

A festa foi linda. Os números divulgados pela prefeitura impressionam: foram 2,6 milhões de cariocas e turistas reunidos em Copacabana para ver 2026 chegar. Mas é claro que um evento desse porte tem lá seus altos e baixos. A praia cheia garantiu a animação e o calor humano para entrar bem o novo, os shows agradaram ao público e os guarda-vidas trabalharam duro para garantir a segurança de quem se aventurou no mar revolto. A ressaca que chegou na orla da cidade, aliás, foi um dos pontos negativos: o banho de mar ficou inviável. Restou pra galera fazer fila no chuveirão da praia para aplacar o calorão que não deu trégua. Uma instabilidade no sistema do metrô causou certo transtorno ainda pela manhã. E teve gente que caiu em golpe comprando passagens falsas fora dos canais oficiais. Confira a lista de coisas que funcionaram e o que deixou a desejar no maior réveillon do mundo. Réveillon 2026: 2,5 milhões de pessoas são esperadas em Copacabana para a maior festa da virada do planeta CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DE NITERÓI COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO Os pontos altos Gil e Ney, Belo e Alcione Os shows em Copacabana surpreenderam o público na noite da virada, com encontros emocionantes entre artistas que reforçaram o clima de celebração e transformaram a praia em um grande palco de festa. Durante o show de Gilberto Gil, Ney Matogrosso foi recebido com dois beijinhos e levou o público ao delírio. Vestindo calça jeans e blusa prateada de manga comprida, os dois abriram a participação especial com “Se Eu Quiser Falar com Deus”, com Gil ao violão e Ney nos vocais. O encontro foi celebrado com entusiasmo pela plateia, que aplaudiu a parceria entre dois ícones da música brasileira. Gilberto Gil e Ney Matogrosso fazem passagem de som e encantam público em Copacabana Alexandre Cassiano / Agência O Globo No show de Belo, o cantor fez uma pausa especial para chamar ao palco Alcione, a quem se refere carinhosamente como madrinha. A Marrom surgiu ovacionada, usando um elegante vestido branco adornado com pérolas, e declarou seu carinho pelo cantor, afirmando que Belo é como um filho para ela, em um dos momentos mais emocionantes da noite. Belo e Alcione em Copacabana Marcelo Theobald/Agência O Globo Alcione levou o público de Copacabana ao delírio ao interpretar alguns de seus maiores sucessos. No repertório, embalou a plateia com “Faz Uma Loucura por Mim” e “Sufoco”, entre outros, arrancando coros animados da multidão. A empolgação cresceu ainda mais com os acordes de “Você Me Vira a Cabeça”, um dos pontos altos da participação especial, antes de puxar “Meu Ébano”, celebrada com aplausos e emoção pelos fãs que lotaram a praia. Em seguida, Alcione chegou a se sentar por alguns instantes, mas logo se levantou para cantar “Não Deixe o Samba Morrer”. Como sair de Copacabana após o réveillon 2026: veja esquemas de metrô, trens, ônibus e trânsito Praia lotada Para a chegada de 2026, a orla do Rio de Janeiro fez jus à fama e não decepcionou. Após ser consagrado como o maior réveillon do mundo pelo Guinness World Records, o evento voltou a lotar a praia de Copacabana de ponta a ponta. Até mesmo quem já está acostumado a passar a virada na região se surpreendeu com o público, que não poupou elogios às atrações, ao sistema de som e aos telões espalhados pela orla. O público no réveillon de 2026 em Copacabana Mauro Cesar / RioTur Trabalho dos salva-vidas Com alerta da Defesa Civil para ressaca e o perigo de entrar no mar, o trabalho dos guarda-vidas foi essencial para reduzir o risco de afogamentos, já que muitos banhistas ignoraram as orientações e se arriscaram nas águas. Em meio a uma ressaca com ondas que podem atingir até 2,5 metros de altura, segundo alerta da Marinha divulgado nesta semana, o último dia do ano foi de trabalho exaustivo para os bombeiros na orla carioca. Militares ouvidos pelo GLOBO relataram longas horas de atuação contínua, com dezenas de salvamentos realizados ao longo do dia. Ressaca na praia de Copacabana Gabriel de Paiva Banho de chuveiro Com várias bandeiras vermelhas espalhadas pela orla, alertando para o alto risco de afogamento, e avisos sonoros emitidos pelo sistema de som do palco principal, instalado na altura do Copacabana Palace, o clima no mar era de insegurança. Sem a possibilidade de mergulho, os visitantes encontraram alternativas para se divertir na areia. Um chuveiro instalado próximo às torres de som virou atração, reunindo filas de pessoas em busca de alívio do calor e de se refrescar. Fila para aproveitar o chuveiro da praia de Copacabana Márcia Foletto Réveillon 2026 em Copacabana: Metrô no Rio terá pulseira obrigatória para volta para casa; saiba como vai funcionar Pontos baixos Banheiro improvisado na areia Além de parte da orla ter sido ocupada por barracas de acampamento e tendas — mesmo com esse tipo de estrutura sendo proibido —, visitantes foram além e montaram banheiros improvisados na areia da praia. Presa a uma das estruturas, uma placa anunciava o serviço: “Banheiro 4 reais, só aqui”. Mais à frente, em outra barraca usada com a mesma finalidade, o preço era um pouco mais baixo: R$ 3. A cena contrastava com a megaestrutura oficial montada pela prefeitura no entorno dos palcos. Ao longo da Avenida Atlântica, a poucos metros dali, havia dezenas de cabines de banheiros químicos disponíveis ao público. Banheiro improvisado em barraca plástica na areia da Praia de Copacabana, cobrança de R$ 3 pelo uso Anna Bustamante Em nota, a Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que grandes acampamentos na areia não são permitidos, mas que barracas com até dois metros quadrados podem ser montadas. Sobre os banheiros improvisados, a pasta afirmou que são proibidos e “contrastam com a grandiosidade do evento, que dispõe de ampla estrutura de banheiros químicos”. Os banheiros foram desmontados por agentes da prefeitura após a denúncia. Pontos sem revista pouco antes da virada Quem foi curtir a festa na praia e chegou perto das 23h ncontrou pontos sem revista, como na estação Siqueira Campos. Antes da virada do ano, uma equipe do GLOBO flagrou uma torre de observação sem a presença de policiais. O local chegou a ser ocupado temporariamente por visitantes, que transformaram o espaço em um “mezanino” improvisado para assistir aos shows. Após alguns minutos, os militares retornaram e reassumiram o posto. Público ocupou estruturas da Avenida Atlântica e até árvores em frente ao Copacabana Palace para acompanhar a apresentação no réveillon 2026 Anna Bustamante Sem banho no mar Em meio a uma ressaca com previsão de ondas de até 2,5 metros de altura, muitos cariocas e turistas se frustraram por não poderem tomar banho de mar após a virada do ano. A Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro emitiu, no início da tarde desta quarta-feira, um alerta de ressaca para o litoral fluminense e recomendou que o mar fosse evitado, principalmente à noite. Antes da chegada do novo ano, o Corpo de Bombeiros já havia resgatado mais de 150 pessoas no mar. Mesmo com ressaca, banhistas enfrentam as ondas no mar de Copacabana Márcia Foletto / Agência O Globo Instabilidade no metrô e QR code falso Durante a manhã da véspera do Ano-Novo, o metrô enfrentou instabilidade em seu site e aplicativo na venda do passaporte especial de embarque para o Réveillon 2026. Usuários relataram dificuldades para concluir a compra e afirmaram que, sem a opção de venda presencial, não encontraram alternativas para garantir o acesso ao sistema metroviário na virada do ano. Após o esgotamento dos passaportes oficiais de réveillon do MetrôRio, a concessionária passou a alertar os usuários sobre golpes envolvendo a venda de bilhetes fora dos canais oficiais. Segundo a empresa, foram identificadas nas redes sociais ofertas de passaportes feitas por terceiros, além de relatos de tentativas de embarque com QR codes falsificados e da atuação de cambistas no entorno de algumas estações. Galerias Relacionadas Alerta no mar: Previsão de ressaca com ondas de até 2,5m vai até as 6h de quinta e exige cuidado de quem for curtir réveillon na praia Initial plugin text Initial plugin text