A depender dos shows do réveillon de Copacabana, 2026 será um misto de beleza, emoções e diversidade. Ficou a cargo da Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã do Carnaval do Rio, encerrar as celebrações do Réveillon de Copacabana, na Zona Sul da cidade. No palco principal, Alok impressionou com mais de 1,2 mil drones que iluminaram o céu da Princesinha do Mar e até "abriu um portal". O cantor do momento, João Gomes deu boas-vindas ao ano novo e levantou o público com sucessos e homenagens a música brasileira. A contagem regressiva ficou com Belo, que empolgou a todos com seus maiores hits. Um pouco antes, Gilberto Gil e Ney Matogrosso emocionaram as 2,6 milhões de pessoas que passaram a virada em Copacabana. Réveillon 2026: 2,5 milhões de pessoas são esperadas em Copacabana para a maior festa da virada do planeta Como sair de Copacabana após o réveillon 2026: veja esquemas de metrô, trens, ônibus e trânsito Veja como foram as apresentações: O início do show de Alok no réveillon de 2026 trouxe um novo espetáculo de fogos e luzes depois da tradicional queima de fogos da virada. Foram 1250 drones iluminando o céu com um rosto que conversou com o público, a imagem do Cristo Redentor, e até um "portal" em meio à Princesinha do Mar. Enquanto o DJ chegava na pick-up de som, seus drones convidaram o público para "rave Copa". Após um rosto gigante desejar um Feliz Ano Novo ao público, Alok iniciou o espetáculo com um remix que misturou funk e outros gêneros tipicamente brasileiros, como frevo e axé. Por quase uma hora, ele tocou hits, e a apresentação foi marcada pela dança dos drones no céu da praia, interação com o público e incontáveis sorrisos que só foram embora ao fim da apresentação com coro forte de "eu não vou embora. O paulista subiu no palco vestido com uma camiseta branca, calça jeans clara e detalhes em prateado que desciam pelas laterais das pernas. Alok também usou óculos escuros com lentes azuladas. O look combinou com a mesa de som branca e cinza, que tinha duas mãos prateadas infláveis em cada uma das pontas. No céu de Copacabana, seus drones interagiam com as batidas apresentando cenas tipicamente cariocas, como altinho na praia e pessoas fazendo passinhos de funk. Na sequência, o cotidiano do Rio deu espaço para os principais cartões postais da cidade: Pão de açúcar e Cristo Redentor. Com os milhões de fãs pulando e gritando animados na areia, os drones formaram um coração vermelho gigante com declaração de amor para cidade. Projeção com drones no show do Alok Marcelo Theobald/Agência O Globo Após abrir um portal no céu de Copacabana, Alok chamou ao palco o cantor Bruno Martini. Juntos conduziram o público a dançar muito com o Hit "hear me now". Outro atrativo do show do artista que animou quem esteve presente no réveillon de Copacabana, foram as luzes e leds que "dançavam" ao ritmo das batidas dos sucessos do House music. Branco, azul, amarelo e muito vermelho — a cor de 2026, segundo especialistas da astrologia — coloriram os canhões de luz montados por todo o palco. O show ainda ocorreu sem problemas. Na sua última apresentação em Copacabana, em 2023, foram diversos relatos de roubos e furtos ao público. Galerias Relacionadas João Gomes abre 2026 Depois do espetáculo da queima de fogos, foi a vez de João Gomes subir ao palco montado em frente ao hotel Copacabana Palace e levar o público ao delírio. Ídolo do piseiro, o cantor foi recebido com gritos e coro da plateia logo nos primeiros acordes. Na área VIP, o clima de festa foi reforçado com a distribuição de chapéus semelhantes ao usado pelo artista. João abriu o show com seus maiores sucessos, apresentou uma música nova no meio do repertório e, em seguida, voltou aos hits que o consagraram nacionalmente. Vestido de branco, o cantor contou ainda com pirotecnias de fogo no palco, enquanto os telões exibiam imagens do sertão, criando um cenário que conectou o clima nordestino à virada do ano em Copacabana. A apresentação ganhou um momento especial com a participação da cantora Iza, convidada de João Gomes. Ela subiu ao palco usando um top azul com brilhos e saia azul, arrancando aplausos do público. Antes da canção, o cantor contou que foi a própria Iza quem escolheu interpretar “Lembrei de Nós” e disse ter ficado muito feliz com a escolha e com o encontro no palco, celebrado pela plateia em clima de emoção e festa. João Gomes e Iza em Copacabana Marcelo Theobald/Agência O Globo Em seguida, a dupla cantou "Anunciação" do Alceu Valença e, depois, foi a vez de Iza brilhar sozinha no palco ao interpretar “Fé”. A cantora se despediu do público declarando ser fã de João Gomes, em um momento de carinho e admiração que arrancou aplausos da plateia. Na sequência, o cantor voltou a chamar Iza ao palco, e a artista retornou para dançar um dos sucessos de João Gomes, animando ainda mais a multidão. Sozinho novamente no palco, João Gomes homenageou a música brasileira ao interpretar um sucesso de seu conterrâneo Chico Science, além de surpreender o público com “Copo de Vinho”, em uma versão piseiro, e “Descobridor dos Sete Mares”, clássico de Tim Maia, mantendo a plateia animada até o fim da apresentação. Belo Com os cabelos morenos e vestido inteiramente de branco, Belo escolheu o sucesso “Pura Adrenalina” para abrir a apresentação, levantando o público logo nos primeiros acordes. No palco, o cantor foi acompanhado por seis bailarinas, todas também vestidas de branco, compondo o clima festivo e elegante do espetáculo. Em seguida, o cantor puxou “Preciso Te Amar”, canção do grupo Revelação, reforçando o tom romântico que marcou o início de sua performance e manteve a plateia envolvida após os shows de dois grandes nomes da música brasileira. Show do Belo em Copacabana Marcelo Theobald/Agência O Globo Belo desejou um feliz ano novo para a plateia, falou sobre sua participação na novela Três Graças, contou que canta há 35 anos e anunciou que relembraria os sucessos do Soweto. Antes disso, porém, fez uma pausa especial para chamar ao palco Alcione, a quem carinhosamente se refere como madrinha. A Marrom surgiu ovacionada, vestindo um elegante vestido branco repleto de pérolas, e declarou seu amor pelo cantor, afirmando que Belo é como um filho para ela, em um dos momentos mais emocionantes da noite. Ao lado de Belo, Alcione levou o público de Copacabana ao delírio ao interpretar alguns de seus maiores sucessos. No repertório, a cantora embalou a plateia com “Faz Uma Loucura por Mim” e “Sufoco”, entre outros, arrancando coros animados da multidão. A empolgação aumentou ainda mais quando começaram os acordes de “Você Me Vira a Cabeça”, um dos pontos altos da participação especial, antes dela puxar “Meu Ébano”, celebrada com aplausos e emoção pelos fãs que lotam a praia. Em seguida, Alcione chegou a sentar um pouco, mas logo se levantou para cantar “Não deixe o samba morrer”. Belo e Alcione em Copacabana Marcelo Theobald/Agência O Globo Após a saída de Alcione do palco, Belo seguiu o show sozinho e manteve o clima de emoção na orla de Copacabana. Um dos destaques do repertório foi a música tema da novela Três Graças, momento em que os telões exibiram imagens da trama, criando uma conexão direta entre a apresentação ao vivo e o folhetim, e arrancando aplausos do público que acompanhava atento cada cena. O público vibrou quando o cantor puxou sucessos do Grupo Soweto, onde começou sua carreira. Gilberto Gil O cantor Gilberto Gil deu início ao show de réveillon em Copacabana pontualmente às 20h. Vestido inteiramente de branco, em sintonia com as tradições da virada do ano, o artista baiano foi recebido com aplausos por um público já numeroso na orla. Em seguida, entoou Tempo Rei, imprimindo ao espetáculo um tom de celebração e reflexão nas horas que antecedem a chegada do novo ano. Gilberto Gil é o primeiro artista a se apresentar no Palco Rio, em Copacabana Marcelo Theobald / Agência O Globo Na primeira conversa com a plateia, Gil desejou um ano novo de muita paz e alegria, arrancando respostas entusiasmadas da multidão. O clima de festa se intensificou com "Domingo no Parque", cantada em coro por um público animado, que acompanhou cada verso com palmas e celulares erguidos. O show também reservou um momento de homenagem e memória. Um vídeo exibido no telão trouxe um depoimento de Chico Buarque, que relembrou como conheceu Gilberto Gil e comentou a parceria entre os dois, citando Cálice, música escrita durante a ditadura militar e censurada na época. No relato, Chico destacou a importância da amizade construída ao longo das décadas e afirmou se impressionar com a serenidade de Gil, emocionando o público presente na praia. Gilberto Gil é o primeiro artista a se apresentar no Palco Rio, em Copacabana Marcelo Theobald / Agência O Globo Em seguida, Gilberto Gil cantou "Não Chore Mais" e "Vamos Fugir", uma das músicas mais empolgantes do repertório, que levou o público ao delírio. Durante a canção, o artista caminhou pela passarela do palco, aproximando-se ainda mais da plateia. O show seguiu com "A Novidade", mantendo o clima de animação e celebração na orla de Copacabana. "Realce" fez a plateia de Copacabana dançar, transformando a orla em um grande salão a céu aberto. O repertório seguiu com "Drão", canção escrita por Gilberto Gil para a ex-mulher e mãe de Preta Gil. Durante a música, o telão exibiu imagens da família, em um momento de forte carga afetiva que emocionou o público. Gilberto Gil e Ney Matogrosso celebram amizade no Palco Rio, em Copacabana Reprodução / TV Globo Na sequência, Ney Matogrosso entrou no palco e foi recebido por Gil com dois beijinhos. Vestindo calça jeans e uma blusa prateada de manga comprida, os dois abriram a participação especial com "Se Eu Quiser Falar com Deus", com Gil ao violão e Ney na voz. O encontro foi celebrado com entusiasmo pela plateia, que aplaudiu a parceria entre dois ícones da música brasileira. Alerta no mar: Previsão de ressaca com ondas de até 2,5m vai até as 6h de quinta e exige cuidado de quem for curtir réveillon na praia O show de Gilberto Gil chegou ao fim com uma sequência de sucessos: "Andar com Fé", "Emoriô", quando, já na passarela, o cantor arriscou alguns passos de dança, e Aquele Abraço, embalado por um samba contagiante de Gil. A apresentação foi encerrada com "Toda Menina Baiana", celebrada pelo público como uma despedida à altura da festa que marcou a noite de réveillon em Copacabana. Initial plugin text A programação contou ainda com um espaço dedicado à música gospel, no Palco Leme, com apresentações de Midian Lima, Samuel Messias, Thalles Roberto e do Grupo Marcados. Pessoas curtindo o show no palco gospel durante o réveillon Gabriel de Paiva Quem optou por outros pontos da cidade também pode acompanhar a programação musical em dez palcos na Praia do Flamengo, no Parque Madureira, no Piscinão de Ramos, na Praia da Bica, na Praia da Moreninha, no Parque Realengo, no Parque Oeste, em Sepetiba, em Pedra de Guaratiba e na Penha — todos com shows musicais e apresentações de escolas de samba. O fim com a Beija-Flor Ao som da bateria comandada por mestre Rodney, e canto dos intérpretes Jéssica Martin e Nino do Milênio, a azul é branca da Baixada transformou as areias da praia na Marquês de Sapucaí. O espetáculo foi aberto com o samba de enredo A Deusa da Passarela, composto por Neguinho da Beija-Flor e famoso por enaltecer o pavilhão. Junto ao samba, um desfile foi aberto pelo casal de porta bandeira e mestre sala — Selminha Sorriso e Claudinho — que subiram no palco com roupas que remetiam as vestimentas utilizadas por Yalorixás e Babalorixás — líderes de religiões de matrizes africanas. Em seguida, rainha de bateria Lorena demonstrou muito samba no pé. Na sequência, passistas levantaram o público com carisma, samba no pé e roupas luxuosas marcadas pelos característicos tons de azul e branco da escola. A corte do Carnaval 2026 do Rio também marcou presença na festa. Embalados pelo clássico "É hoje", samba que embalou o desfile de 1985 da União da Ilha do Governador, escola da Zona Norte da cidade, a realeza interagiu com o público que ficou para o show. Outro destaque da festa foi a harmonia nota 10 dos novos intérpretes da escola com a "Soberana" — bateria do mestre Rodney. Com sincronismo, convidaram o público a relembrar sucessos de suas coirmãs como "Peguei um ita no Norte", samba de 1993 da Acadêmicos do Salgueiro. Hinos do samba carioca também foram celebrados, é o caso de "Vou festejar", composto por Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias, mas eternizado na voz de Beth Carvalho. Até hoje este samba é cantado nas arquibancadas dos principais clubes cariocas. Com aproximadamente 30 minutos de apresentação, a Azul e Branca da Baixada levantou os espectadores com o samba que embalou o desfile "Samba-Enredo 2025 - Laíla de Todos os Santos, Laíla de Todos os Sambas". Uma homenagem a Laíla, diretor de carnaval que marcou história na escola e faleceu em 2021. O samba de 2026 também foi um dos mais cantados na praia. Principalmente o refrão "Deixa girar que a rua virou Bembé/O meu egbé faz valer o seu lugar/Laroyê, Beija-Flor, Alafiá". Initial plugin text