O presidente Donald Trump adiou aumentos de tarifas sobre móveis estofados, armários de cozinha e gabinetes de banheiro, reduzindo o ritmo de suas tarifas em meio à frustração contínua dos eleitores com o nível dos preços. Novo Imposto de Renda em vigor: como fica quem é Simples ou PJ? Qual é o impacto para profissionais liberais? CEOs: Após queda na confiança do empresariado em 2025, cenário melhora para 2026 A Casa Branca publicou uma ficha informativa sobre a proclamação presidencial no fim da noite de quarta-feira, enquanto Trump promovia uma festa de Ano-Novo em sua propriedade de Mar-a-Lago, na Flórida. As tarifas mais altas deveriam entrar em vigor nesta quinta-feira, mas agora estão programadas para começar a valer em 1º de janeiro de 2027, segundo a ficha informativa. Em uma proclamação de setembro, Trump havia determinado originalmente que as tarifas sobre “determinados produtos de madeira estofados” subiriam para 30% em 1º de janeiro, ante 25%. As tarifas sobre armários de cozinha e gabinetes de banheiro aumentariam para 50%, ante 25%. A proclamação de quarta-feira adiou essa mudança, e a tarifa atual de 25% permanece em vigor, informou a Casa Branca. A cobrança extra de impostos sobre esses itens do mobiliário entrou em vigor há dois meses e meio. Os Estados Unidos “continuam a se engajar em negociações produtivas com parceiros comerciais para tratar da reciprocidade comercial e de preocupações com a segurança nacional relacionadas às importações de produtos de madeira”, segundo a ficha informativa, o que sugere que as conversas podem resultar em acordos para adiar ainda mais as novas tarifas. Mesmo com a retirada da tarifa extra de 40% sobre 238 produtos do Brasil em novembro, o setor de fabricação de móveis do país, que tem os EUA como principal cliente externo, não entrou na lista de isenções, assim como o de calçados, equipamentos e siderurgia. Levantamento da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) feito a partir de estatísticas do Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos à época, constatou que 62,9% das vendas do Brasil aos EUA ainda estarão sujeitas a algum tipo de tarifa.