A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele permaneça internado no Hospital DF Star, em Brasília, enquanto aguarda a análise do pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado nesta semana. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e solicita que Bolsonaro não seja transferido para a custódia da Polícia Federal antes de uma decisão definitiva da Corte. No documento, os advogados argumentam que o quadro clínico do ex-presidente ainda está em evolução e que houve intercorrências no pós-operatório que exigem acompanhamento médico contínuo e monitorado. Segundo a defesa, essas condições recomendam a manutenção temporária do paciente no ambiente hospitalar, mesmo diante da previsão de alta médica. “O pedido se justifica diante do quadro clínico recente e ainda em evolução, bem como das intercorrências pós-operatórias registradas, que exigem acompanhamento médico contínuo e monitorado”, afirmam os advogados no requerimento. A defesa sustenta ainda que a permanência no hospital evitaria riscos à saúde de Bolsonaro enquanto o STF analisa o pleito de prisão domiciliar humanitária. Bolsonaro está internado há uma semana após passar por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e por procedimentos destinados a conter crises recorrentes de soluços. Médicos que acompanham o ex-presidente indicaram a possibilidade de alta hospitalar, com retorno à custódia da Polícia Federal em Brasília. Preso desde novembro em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado. A defesa já havia apresentado outros pedidos de prisão domiciliar e de prisão humanitária, que foram negados pelo STF. Na decisão mais recente, em dezembro, Moraes autorizou a realização da cirurgia, mas rejeitou a substituição do regime de custódia. Agora, caberá ao ministro avaliar tanto o pedido de prisão domiciliar quanto o requerimento para que Bolsonaro permaneça internado até a conclusão da análise judicial.