Ataques dos EUA contra embarcações no Pacífico resultaram em oito mortes e podem ter deixado sobreviventes; veja vídeo

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que os ataques a cinco embarcações supostamente envolvidas com narcotráfico, que resultaram em oito mortes entre terça e quarta-feira, podem ter deixado sobreviventes, que pularam na água do Oceano Pacífico. Essas ofensivas elevam o número total de ataques contra embarcações para 35 e o número de mortos para pelo menos 115 desde o início de setembro. Veja: EUA anunciam novo ataque a embarcações com pelo menos três mortos Retórica bélica: Política externa de Trump reforça ambições de Rússia e China ao empregar coerção Os militares americanos, sem apresentar provas, afirmaram que as embarcações faziam parte de um comboio que navega por rotas conhecidas do narcotráfico e que "haviam transferido narcóticos entre elas antes dos ataques". Initial plugin text Segundo a agência Associated Press, três pessoas morreram quando o primeiro barco foi atingido, enquanto os ocupantes dos outros dois barcos pularam na água e se afastaram das embarcações antes do ataque. "Três narcoterroristas a bordo da primeira embarcação foram mortos no primeiro confronto. Os narcoterroristas restantes abandonaram as outras duas embarcações, saltando ao mar e se distanciando antes que confrontos subsequentes afundassem suas respectivas embarcações", escreveu o Comando Sul, responsável pelas forças americanas que operam na América Central e do Sul, no X. Initial plugin text O Comando Sul afirmou ter notificado imediatamente a Guarda Costeira dos EUA para iniciar as operações de busca e resgate. De acordo com a agência Reuters, uma autoridade americana disse que oito pessoas abandonaram as embarcações e estão sendo procuradas. Medo no mar: Evidências sinistras dos ataques de Trump no Caribe surgem nas praias da Colômbia "[Nossa equipe] está coordenando as operações de busca e salvamento com as embarcações na área, e uma aeronave C-130 está a caminho para fornecer cobertura adicional de busca, com capacidade para lançar uma balsa salva-vidas e suprimentos", afirmou a Guarda Costeira em um comunicado. A decisão do Comando Sul parece uma resposta a pressão que políticos americanos, principalmente democratas, jogaram sobre as Forças Armadas recentemente após a revelação de execuções em um dos ataques contra embarcações no Caribe. Em setembro, militares mataram sobreviventes de um ataque, com um segundo bombardeio ao barco. Pressão sobre Maduro A pressão exercida pelos Estados Unidos na região, sob o argumento de que o governo Trump está empenhado em combater o tráfico de drogas com destino aos EUA, é questionada pela comunidade internacional por falta de evidências que comprovem as suspeitas sobre as embarcações atacadas. O direcionamento da pressão sobre a Venezuela indica, segundo especialistas, que a mobilização americana tem como foco a derrubada do regime chavista no país sul-americano. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, argumenta que o objetivo de Trump é destituí-lo do poder se apropriar do petróleo da Venezuela, já que o país detém a maior reserva da commodity no mundo. Nos últimos dias, a ofensiva, precedida pelo deslocamento de frotas navais importantes da Marinha americana para a região, ganhou novo capítulo quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um ataque a uma instalação em território venezuelano. Initial plugin text O primeiro ataque dos EUA contra o território da Venezuela foi realizado pela Agência Central de Inteligência (CIA), afirmaram fontes de Washington à imprensa americana, após Trump tratar publicamente sobre o suposto ataque em uma entrevista na sexta-feira. Autoridades de segurança consultadas por New York Times e CNN afirmaram que o ataque — um bombardeio a drone — teve como alvo um porto, supostamente utilizado pelo Tren de Aragua, grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas, equiparado pelo governo americano a uma organização terrorista. O bombardeio teria acontecido no começo do mês, mas não havia sido tratado publicamente pelas fontes americanas até segunda-feira, quando repercutiu uma entrevista concedida por Trump à rádio WABC na última sexta-feira, em que o republicano afirmou que uma operação destruiu uma "grande instalação" na Venezuela. Trump não identificou explicitamente o alvo ou sua localização. Fontes ouvidas em separado por CNN e New York Times — sob condição de anonimato, por tratarem de um tema sensível — afirmaram que o bombardeio foi realizado com drones contra um porto no litoral venezuelano. A estrutura seria utilizada pela gangue Tren de Aragua para estocar e embarcar drogas com destino aos EUA. Ainda de acordo com as autoridades, não havia ninguém no local no momento do ataque.