Os bombeiros guarda-vidas tiveram bastante trabalho nessa virada de ano. O número de resgates realizados entre quarta-feira até às 6h desta quinta-feira foi quase 20 vezes maior do que o registrado no ano passado. Foram 547 salvamentos realizados na região do Leme e Copacabana, área que é coberta pelo 3⁰ Grupamento de Salvamento Marítimo (Gmar) e vai até São Conrado. No período anterior, foram apenas 29. Previsão: Primeiro dia de 2026 no Rio tem calor de até 37°C, chance de chuva e bandeira vermelha nas praias Público recorde, shows incríveis, barracas na areia: Veja os pontos altos e baixos da festa de réveillon em Copacabana — Isso se explica pelas condições do mar. Fizemos vários alertas. Mas, infelizmente, a população não colaborou com as orientações do Corpo de Bombeiros — afirmou o tenente-coronel Fabio Contreiras, porta-voz da corporação, ao fazer um balanço das operações que contaram com apoio de mais de 250 embarcações no mar e 20 postos de guarda-vidas distribuídos pela areia. O campeão de afogamentos foi o Posto 8, próximo do Arpoador. Depois veio o Posto 1, no Leme seguido do Posto 3, que fica perto de onde estava montado o palco principal da festa da virada, na altura do Copacabana Palace. Segundo o Corpo de Bombeiros havia 170 homens distribuídos pela areia para o atendimento à população. O caso mais grave foi o de um menino de Campinas, que estava com a família no Posto 2. Ele brincava na areia quando foi arrastado e levado por uma onda. As buscas continuam nesta quinta-feira. — A gente fez um grande trabalho nessas últimas 24h, com mergulhadores atuando no ponto exato onde falaram que ele desapareceu. Nossa técnica inicia sempre nesse momento, no último local onde a pessoa foi vista e, passadas as 24h, a gente aumenta esse raio — disse o porta-voz dos bombeiros. Helicóptero do Corpo de Bombeiros atua nas buscas de um adolescente na Praia de Copacabana Márcia Foletto Ele explicou ainda que as correntes marítimas estão muito fortes e como as do fundo não seguem as mesmas direções das da superfície, não está descartada as possibilidades de a vítima ser levada para locais mais distantes. — Continuamos com todo esforço. Estamos com drones fazendo varreduras e mapeando toda essa área da Zona Sul, desde São Conrado até o final do Leme. Helicópteros fazem sobrevoo e temos sonares nas embarcações que detectam qualquer ponto diferente nomear e auxilia o trabalho dos mergulhadores para que a gente possa acabar o quanto antes com essa angústia da família. Galerias Relacionadas O tenente-coronel Contreiras alertou que as pessoas que forem à praia nesta quinta-feira devem manter atenção, pois apesar de já ter passado a ressaca, o mergulho ainda não é recomendado. Ele acredita que o nível das ondas deve demorar vão menos dois dias para voltar ao normal. — Nessa condição pós-ressaca a gente tem a criação de valas e correntes de retorno. Então, o mar vai estar aparentemente mais calmo, mas ainda com muita energia, dando uma falsa sensação de segurança. Em todo o estado foram registrados 840 resgates, sendo que a região de Copacabana foi a campeã, seguida de Mambucaba, localizada entre Angra e Parati, com mais de 150 salvamentos, o que chamou a atenção do Corpo de Bombeiros, pois esse trecho não costumava aparecer nas estatísticas. O tenente Contreiras acredita que isso se deu pela migração do turismo. Também houve um grande número de salvamento em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói.