Rússia pede aos EUA que parem de perseguir navio petroleiro que viajava para a Venezuela, diz jornal

A Rússia pediu aos Estados Unidos que interrompam a perseguição a um navio petroleiro que seguia para a Venezuela. A embarcação está fugindo da Guarda Costeira norte-americana no Oceano Atlântico. A informação foi publicada nesta quinta-feira (1º) pelo jornal "The New York Times", com base em duas fontes com conhecimento do assunto. Forças perseguem o navio, identificado por entidades marítimas como Bella 1, há quase duas semanas. Segundo a Reuters, a embarcação é alvo de sanções e já havia sido alvo de uma tentativa de apreensão no domingo. Trata-se do terceiro navio que os EUA tentam interceptar neste mês. A Rússia fez o pedido diplomático aos EUA enquanto o presidente Donald Trump também tenta intermediar um acordo de paz com a Ucrânia. A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram o caso até a última atualização. Na quarta-feira (30), os EUA impuseram sanções a quatro empresas que operam no setor de petróleo da Venezuela, além de petroleiros associados. A medida faz parte do aumento da pressão do governo de Donald Trump sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Na semana passada, a Reuters informou que a Casa Branca ordenou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de uma espécie de bloqueio sobre o petróleo venezuelano pelos próximos dois meses. Segundo um funcionário norte-americano ouvido pela agência, o objetivo é priorizar a pressão econômica, e não militar, para forçar concessões do governo de Caracas. De acordo com essa fonte, Trump tem pressionado Maduro, em conversas reservadas, a deixar o país. O presidente norte-americano afirmou publicamente que seria “inteligente” o venezuelano abandonar o poder. A avaliação do governo dos EUA é de que, até o fim de janeiro, a Venezuela pode enfrentar um colapso econômico caso não ceda às exigências de Trump. Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. Autoridades norte-americanas aguardam reforços para tentar apreender o Bella 1, que estaria vazio. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.