Sem água há dias, moradores da região de Campinas vão até bica buscar reserva A maior parte do ano de 2025 teve volume de chuva abaixo do esperado em Campinas (SP), segundo levantamentos do Climatempo e do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciagro). Apenas os meses de fevereiro e abril registraram índices acima da média histórica. Até o dia 31 de dezembro foram registrados pouco mais de 186 milímetros de chuva na cidade, cerca de 19 milímetros abaixo do volume esperado para o mês. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp ️Tradicionalmente um dos meses mais chuvosos do ano, dezembro também apresentou precipitação inferior ao previsto. O cenário se repetiu ao longo de quase todo o ano, com exceção de fevereiro e abril, que tiveram cerca de 171 milímetros de chuva cada um. Em março, eram esperados aproximadamente 145 milímetros, mas o volume registrado foi de pouco mais de 53 milímetros. Agosto foi outro mês que chamou a atenção: choveu apenas 8 milímetros, sendo considerado o agosto mais seco dos últimos 13 anos. Leia também: Relemre: Campinas tem agosto mais seco em 13 anos Moradores enfrentam falta de água e recorrem a caminhões-pipa, bicas e reservatórios na região de Campinas Chuvas concentradas Especialistas explicam que, mesmo no verão, as chuvas ocorreram de forma pontual, localizada e, em alguns casos, intensa, o que pode gerar a falsa impressão de volumes elevados. "E até dão aquela impressão de que está chovendo bastante, mas na verdade são chuvas muito concentradas. O que a gente tem observado é que as frentes frias têm ficado retidas no sul do país, com mais chuvas para lá. E fenômenos de verão não têm acontecido aqui para a nossa região", explica Ana Ávila, metereologista do Cepagri. Segundo ela, fenômenos típicos do verão, como chuvas associadas ao calor e à umidade vinda da região amazônica, não se estabeleceram como esperado em Campinas. “Nessa época já deveríamos ter mais chuvas associadas ao calor e à umidade da região amazônica, que é o que nós conhecemos climatologicamente aqui para a nossa região, e isso não vem ocorrendo", afirma a especialista. Os impactos da falta de chuva já começam a ser sentidos não apenas no clima e nas temperaturas, mas também nos níveis de rios e reservatórios. “Não tendo esse tipo de chuva persistente ao longo do dia, a gente vem reduzindo o volume dos mananciais. E agora no verão, que é o período também de reposição, a gente está com esse déficit de precipitação", afirmou a metereologista. Com menos chuva ao longo do ano, Campinas encerra 2025 em estado de atenção. A orientação é para que a população redobre o uso consciente da água. “A gente tem que começar a pensar em economizar. Com esse calor, todo mundo quer tomar mais banho, usar piscina. Se faltar, vai ser complicado. Tem que se preocupar”, disse um morador. Chuva fica abaixo da média na maior parte de 2025 em Campinas e acende alerta para uso da água Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas