Relembre as dez loucuras da lacração de 2025: do Lego homofóbico ao Papai Noel branco demais

O jogo de tabuleiro para derrotar o patriarcado, ecologia queer, homens com ciclos menstruais: longe do absurdo da cultura da lacração , no Brasil e no mundo, cada um por si A turma da lacração | Foto: IA Escolher "apenas" dez absurdos da cultura da lacração em um ano é difícil, quase impossível. Muitas bobagens foram sacrificadas nos últimos 12 meses, quase um desperdício de cretinices. Porque mesmo passando vergonha dia sim e outro também, a cultura lacração está viva e lutando tenazmente, pronta para desafiar a biologia, a lógica e o bom senso. Saiba mais: 'É culpa da turma da lacração', diz Maurício Souza sobre demissão de time Aqui está uma lista de doze meses de absurdos, fundamentalismo de gênero e inclusão exagerada. Só um comentário possível: salve-se quem puder. Legos homofóbicos O ano de 2025 começou com uma pérola: o Lego homofóbico. Saiba mais: A lacração não deu certo Não é uma piada, mas sim uma constatação do Museu de Ciências de Londres. A tese é a seguinte: os famosos blocos de plástico podem reforçar a ideia de que a heterossexualidade "é a norma". Além disso, outra "culpa" do Lego seria contribuir para a visão de que existem "apenas" dois gêneros. Saiba mais: Lego abandona termos de diversidade e inclusão em novo relatório Afinal, a biologia é uma questão de opinião. E brinquedos não podem ser "caretas". Ecologia Queer A Grã-Bretanha confirma seu papel como um dos epicentros mundiais da lacração mais extrema. O Chelsea Physic Garden, o histórico jardim botânico de Londres, que decidiu celebrar o Mês da História LGBTQ+ com uma programação surreal. A iniciativa, chamada "A Dash of Lavender " (Uma Pitada de Lavanda, na tradução em português), afirmou laços ideológicos entre a botânica e a comunidade LGBTQ+, chegando ao ponto de oferecer eventos exclusivos para o público homossexual. Entre as oficinas de destaque, estão títulos como "Psychedelic Queer Nature" (Natureza Queer Psicodélica) e "Queer Ecology After Dark" (Ecologia Queer Após o Anoitecer), onde os visitantes são convidados a explorar o jardim sob a perspectiva da ecologia queer. Um conceito vago e ideológico, que tem pouco a ver com ciência e muito a ver com ativismo. O jogo de tabuleiro para derrotar o patriarcado A cruzada contra o patriarcado também envolve a mesa de jogo. Chama-se "Pink* ", um novo jogo de tabuleiro transfeminista criado por três mulheres da cidade italiana de Siena, apresentado como uma ferramenta educacional contra a discriminação de gênero. Longe de ser um mero passatempo, o objetivo declarado é "derrotar" uma suposta emergência social com cartas e fichas. Proibidas orações que não são muito inclusivas Voltemos à Grã-Bretanha, onde nem mesmo a Igreja da Inglaterra está imune da vontade de lacrar. Na diocese de Norwich, no Leste da Inglaterra, foi lançado um "kit de ferramentas antirracismo" destinado a ajudar as paróquias a cumprirem os ditames de Deus. Entre as recomendações mais grotescas, uma diz respeito diretamente às orações: aquelas consideradas eurocêntricas são proibidas. O motivo? Orar por questões que afetam a Europa e os europeus não seria suficientemente inclusivo. As diretrizes convidam o clero a alinhar as intercessões com as "preocupações da congregação", desde que não estejam muito ligadas à Europa. Homens com ciclos menstruais Uma das polêmicas mais absurdas de 2025 gira em torno do ciclo menstrual que, segundo a gigante da distribuição Bunzl, "não é intrinsecamente feminino ". O argumento? "Nem todas as pessoas que menstruam são mulheres". Em outras palavras, homens também podem menstruar. A tese faz parte de uma campanha contra o "estigma", mas o resultado é o apagamento da realidade biológica. Em nome da inclusão e do marketing inclusivo, uma multinacional chega ao ponto de negar as evidências, adaptando-se ao slogan politicamente correto apenas para evitar desagradar alguém. Guia Michelin racista. Nem mesmo o prestigioso Guia Michelin escapa do tribunal da lacração. A histórica "Bíblia da gastronomia", fundada há mais de 120 anos e agora disponível em mais de trinta países, tem sido alvo de críticas por parte de alguns acadêmicos que a acusam de ser "racista, eurocêntrica e elitista". De acordo com essa nova interpretação ideológica, a falha do Michelin reside em não abranger adequadamente o resto do mundo. Em particular, a ausência de um guia dedicado à Índia ou à África é interpretada como evidência de discriminação cultural. A acusação vem de círculos universitários americanos, onde se especula até que o preconceito racial esteja por trás da criação do boeuf bourguignon . Delírio. A disputa do Negroni O politicamente correto pode levar até mesmo a confrontos físicos. Foi o que aconteceu em Pordenone, na Itália onde dois grupos de jovens começaram a brigar por um motivo inusitado: o nome Negroni. O estopim foi um pedido rotineiro do famoso coquetel italiano em um bar da cidade. Alguns jovens estrangeiros consideraram o nome "ofensivo e racista", e insultos e tensões explodiram. Em poucos minutos, a situação se agravou. Somente a intervenção do barman conseguiu evitar uma escalada ainda maior. Resumindo: não se briga mais por política ou futebol, mas pelo nome de uma bebida. Até mesmo os aperitivos são vítimas da ideologia. O saco de pancadas machista Na Suíça, durante a tradicional Feira de Outono de Basileia, a Basler Herbstmesse, a máquina do saco de pancadas, uma histórica atração popular que mede a força de um soco, foi proibida. Saiba mais: A força do silêncio contra a ditadura do ruído A razão oficial? Poderia "incentivar comportamentos agressivos ". Nenhum incidente foi registrado nos quase 600 anos de história da Feira, nenhuma emergência iminente foi citada. Foi apenas uma proibição preventiva, decidida "com base em observações gerais". O presidente do Boxe Clube de Basileia também jogou lenha na fogueira, classificando o saco de pancadas como um símbolo de "machismo tóxico". Até as porradas devem ter igualdade de gênero. A guerra contra o presépio Como todos os anos, o presépio acabou na mira dos lacradores de plantão, se confirmando umas vítimas favoritas dessa ideologia. Saiba mais: Padre monta presépio com Jesus e duas mães: 'Diversidade' Infelizmente, vários surtos de indignação progressista brotaram nos últimos meses. Entre os mais inacreditáveis ​​estão o presépio anti-Trump na Igreja da Rua Lake, em Chicago (inspirado nas batidas da polícia migratória dos EUA) e o presépio na Grand-Place, em Bruxelas, com o Menino Jesus, José e Maria sem rosto para "ser inclusivos". Papai Noel branco demais A horda lacradora não poupa nem mesmo o Papai Noel. Saiba mais: Exército dos EUA monitora trenó do Papai Noel O bom velhinho foi sido acusado de ser branco demais, ocidental demais e até mesmo severo demais. A ideia surgiu dos Museus de Brighton e Hove, que, em um post de seus blogs, questionaram um dos símbolos mais queridos do Natal. De acordo com essa leitura ideológica, o Papai Noel deveria abandonar a lista de bons e maus, trabalhar de forma " mais igualitária " com os elfos e ser apoiado por uma Mamãe Noel para combater o patriarcado. Além disso, a distinção entre o bem e o mal é considerada um " binarismo ocidental " e até mesmo um legado colonial. Lacração bônus: o racismo ambiental brasileiro Nessa lista das maluquices do ano passado o Brasil está presente com o conceito de "racismo ecológico". A deputada federal Erika Hilton apresentou um projeto de lei para destinar recursos para a luta contra o "racismo ambiental". Saiba mais: Parlamentar do Psol apresenta projeto para enfrentar 'racismo ambiental' No ano da COP30 de Belém, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), decidiu que o estado brasileiro deverá lutar contra o "racismo ambiental" e para uma "justiça climática". O conceito foi lançado pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, desafiando impunemente a física, a meteorologia e a lógica. Ao invés de se tornar motivo de público ludíbrio, foi transformado em política pública. Saiba mais: Incompetência não é questão de gênero Relembrando à todos que o governo Lula não é apenas incapaz de gerenciar a máquina estatal com eficiência, mas prefere torrar dinheiro dos pagadores de impostos se cobrindo de ridículo. O post Relembre as dez loucuras da lacração de 2025: do Lego homofóbico ao Papai Noel branco demais apareceu primeiro em Revista Oeste .