O que esperar da CES 2026? 8 novidades para ficar de olho

A CES 2026, maior feira de tecnologia do mundo, vai acontecer entre os dias 6 e 9 de janeiro, em Las Vegas. Diferente das edições anteriores, focadas no hype dos softwares, o evento deste ano deve destacar a chegada da inteligência artificial (IA) no mundo físico, integrando-a em hardwares que usamos diariamente. Gigantes como Samsung, LG, Intel e Sony já confirmaram presença e devem apresentar inovações que vão desde processadores revolucionários de 2 nanômetros até veículos elétricos voadores prontos para certificação. Vale lembrar que o evento serve como uma bússola para o mercado, definindo as tendências que dominarão as prateleiras futuramente. A expectativa é que a "computação invisível" seja o tema central, com dispositivos que se integram à rotina sem atrito. Rumores fortes indicam o lançamento de smartphones trifold, televisores com emissores de luz "True RGB" e até wearables capazes de oferecer diagnósticos médicos. Além disso, a indústria automotiva deve completar sua transição para provedora de "espaços de experiência", com carros que monitoram o humor do motorista e operam como computadores sobre rodas. Para te ajudar a filtrar o que realmente importa, o TechTudo reuniu as oito principais tendências aguardadas para a feira. Confira! Mulher é hospitalizada após ver anúncio em geladeira Samsung; entenda Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews CES: feira de eletrônicos acontece em Las Vegas, Estados Unidos; edição atual pode trazer a IA no mundo físico como foco Divulgação/CES Qual a melhor inteligência artificial para criar imagens? Descubra no Fórum TechTudo Destaques da CES 2026 A feira deste ano promete transformar a maneira como interagimos com o mundo digital e físico. Confira abaixo alguns dos tópicos que devem roubar a cena nos palcos de Las Vegas: Novas tecnologias e linhas de TV Monitores de alta performance Novidades de gigantes do chip Smartphones dobráveis Eletrodomésticos mais inteligentes Saúde Digital e novos wearables Veículos futuristas IA em toda parte 1. Novas tecnologias e linhas de TV A grande batalha das TVs deve ocorrer entre a evolução do hardware da Sony e a inteligência de software da Samsung. A Sony deve apresentar sua tecnologia de painel True RGB Mini LED, que promete eliminar a filtragem de luz ineficiente dos modelos atuais. Ao usar LEDs vermelhos, verdes e azuis individuais, a marca busca entregar um volume de cor puro e brilho extremo, sem os riscos de burn-in do OLED, posicionando-se como a nova referência para home theater premium e entusiastas de imagem. Do outro lado, a Samsung deve responder com o padrão HDR10+ Advanced, focado em otimização via Inteligência Artificial. A tecnologia utiliza metadados dinâmicos para ajustar o brilho cena a cena em TVs capazes de atingir até 5.000 nits, preservando detalhes em áreas muito claras. Além disso, o novo sistema de interpolação de quadros inteligente promete suavizar movimentos em esportes sem criar o temido “efeito novela” em filmes, adaptando o processamento automaticamente conforme o gênero do conteúdo assistido. A marca também já anunciou o lançamento de uma linha de TVs com tecnologia Micro RGB. A LG, tradicional líder em OLED, também trará inovações, com foco na transparência e na integração com o ambiente. A empresa deve demonstrar como suas telas transparentes podem ser usadas não apenas em vitrines comerciais, mas também como elementos de design residencial. A tendência geral é que as TVs deixem de ser apenas telas pretas desligadas para se tornarem hubs de arte e informação sempre ativos, aproveitando a eficiência energética dos novos painéis para se manterem funcionais o dia todo. Novos modelos da LG podem aparecer como novidades Divulgação/LG 2. Monitores de alta performance Para o público gamer, a CES 2026 deve ser o palco de estreia de monitores com taxas de atualização extremas. A Sony, através de sua linha InZone, prepara o lançamento de um monitor OLED com 240Hz (ou até 480Hz em resoluções menores). O objetivo é combinar a resposta instantânea dos pixels orgânicos com a fluidez necessária para eSports, criando o display definitivo para acompanhar consoles de nova geração como o PS5 Pro e PC gamer. A tecnologia OLED deve se consolidar como o padrão ouro também nos monitores, superando as limitações de brilho das gerações passadas. Espera-se que novas técnicas de dissipação de calor permitam que esses painéis atinjam picos de luminosidade mais altos, tornando o HDR em jogos muito mais impactante. Marcas como Samsung e Alienware (Dell) também devem atualizar seus portfólios com modelos curvos ultrawide, como a linha Odyssey da Samsung, focando em imersão total para simuladores e jogos de mundo aberto. Além da velocidade, a conectividade será um ponto chave. Os novos monitores devem chegar com suporte nativo ao DisplayPort 2.1, necessário para transportar larguras de banda massivas sem compressão visual. A integração de recursos de software, como miras assistidas por IA e ajustes automáticos de contraste para áreas escuras dos mapas, continuará sendo um diferencial competitivo explorado pelas fabricantes para atrair jogadores profissionais e amadores exigentes. Monitores devem receber suporte ao DisplayPort 2.1 como uma das novidades Divulgação/Samsung 3. Novidades de gigantes do chip A Intel deve protagonizar um dos momentos mais importantes da feira com o lançamento dos processadores Panther Lake (Core Ultra Series 3). Fabricados no revolucionário processo 18A (2 nanômetros), esses chips prometem recuperar a liderança em eficiência energética. A tecnologia PowerVia, que move a entrega de energia para a parte de trás do chip, e os transistores RibbonFET devem permitir que laptops Windows finalmente disputem em bateria e performance com a arquitetura ARM, e sem sacrificar a compatibilidade de softwares legados. A AMD não ficará atrás e deve revelar a série Ryzen 9000X3D, refinando sua tecnologia de empilhamento de memória. O destaque esperado é o Ryzen 7 9850X3D, que deve superar as limitações térmicas das gerações anteriores e atingir clocks de até 5.6 GHz. A empresa também pode surpreender com variantes "Dual V-Cache", colocando memória extra em todos os núcleos do processador, o que criaria a CPU definitiva para quem joga e trabalha com criação de conteúdo pesado simultaneamente. A NVIDIA, por sua vez, deve focar sua apresentação na arquitetura Blackwell para o consumidor final. Embora o foco principal da empresa seja IA corporativa, espera-se ver as primeiras demonstrações reais das placas GeForce RTX 50 em laptops gamers. O CEO Jensen Huang também deve destacar como os novos chips gráficos vão impulsionar a criação de conteúdo local e a execução de assistentes de IA pessoais diretamente no PC, sem depender da nuvem. Novos processadores da Intel devem ser lançados oficialmente no mercado Divulgação/Intel 4. Smartphones dobráveis A estagnação do formato "barra" deve ser quebrada pela Samsung com o provável anúncio global do Galaxy Z TriFold. Este dispositivo inovador possui duas dobradiças e se desdobra em três partes, transformando-se em um tablet de 10 polegadas. O grande feito de engenharia é a espessura reduzida (cerca de 3.9mm aberto), tornando-o viável para o bolso. A ideia é oferecer um verdadeiro escritório móvel, capaz de rodar interface de desktop (DeX) na própria tela, substituindo celular e tablet de uma só vez. A Motorola, sob a tutela da Lenovo, também deve mostrar suas cartas no segmento de dobráveis flexíveis. A empresa tem investido em conceitos de celulares que podem ser usados como braceletes ou que se adaptam a diferentes formatos ergonômicos. A integração de Inteligência Artificial generativa ("Moto AI") deve permitir que esses aparelhos criem papéis de parede dinâmicos e resumam notificações de forma contextual, aproveitando as telas externas maiores dos modelos Flip para interações rápidas. Além do hardware, o software será crucial. O Google deve demonstrar otimizações do Android específicas para telas triplas e roláveis, garantindo que os aplicativos fluam sem engasgos entre as diferentes configurações de display. A durabilidade também será um tema central, com novos vidros ultrafinos (UTG) e polímeros de absorção de choque sendo apresentados para convencer o consumidor de que os dobráveis estão prontos para o uso intenso do dia a dia sem riscos de quebra prematura. Galaxy Z Trifold deve ser lançado oficialmente pela Samsung Divulgação/Samsung 5. Eletrodomésticos mais inteligentes A robótica doméstica deve deixar de ser uma curiosidade para se tornar útil de verdade. A Roborock, por exemplo, deve apresentar o aspirador Saros Z70, equipado com um braço mecânico e câmeras inteligentes. Diferente dos modelos atuais que apenas desviam de objetos, este robô consegue identificar e recolher pequenos itens do chão, como meias e brinquedos, depositando-os em uma bandeja. Isso resolve a maior dor de cabeça dos donos de robôs: ter que arrumar a casa antes de o aspirador passar. Já a Samsung deve finalmente concretizar o lançamento do Ballie, seu robô doméstico em formato de bola. Apresentado em outras edições da CES como uma ideia, o dispostivo será integrado com a IA Gemini do Google. O Ballie promete ser um assistente proativo que segue o usuário pela casa. Seu projetor embutido pode transformar qualquer parede ou piso em uma tela interativa para chamadas de vídeo, treinos ou exibição de receitas, atuando como um hub central de controle para a casa inteligente que entende comandos naturais e contexto. Geladeiras e fornos também ganharão "cérebro". A tendência é a inclusão de câmeras internas com reconhecimento de imagem avançado, capazes de identificar ingredientes e sugerir receitas baseadas no que está prestes a vencer. A LG deve focar em eletrodomésticos que aprendem a rotina da família, ajustando ciclos de lavagem e refrigeração para economizar energia nos horários de pico, integrando-se perfeitamente aos sistemas de gestão de energia solar residencial. Antes apresentado como uma ideia, o Ballie deve ter seu lançamento concretizado na CES 2026 Rubens Achilles/TechTudo 6. Saúde Digital e novos wearables Os vestíveis estão migrando do fitness para o diagnóstico médico. A grande novidade deve ser a Meta Neural Band, uma pulseira que detecta sinais elétricos do cérebro através do pulso (tecnologia EMG). Integrada aos óculos inteligentes Ray-Ban, ela permitirá controlar interfaces digitais com micro-gestos invisíveis, como um leve movimento de dedo, resolvendo o problema de ter que tocar nos óculos ou falar comandos em voz alta em público. Os anéis inteligentes, como os da Ultrahuman e Oura, devem apresentar sensores capazes de detectar apneia do sono e distúrbios respiratórios. A grande fronteira é a integração de dados metabólicos: embora a medição de glicose não invasiva ainda seja um desafio, esses anéis atuarão em conjunto com monitores externos (CGMs) para fornecer insights em tempo real sobre como a comida afeta o corpo, por exemplo. O foco é o "biohacking" simplificado, entregando dados acionáveis ao usuário comum. Por fim, a Withings deve continuar a transformar o banheiro em uma clínica com dispositivos como o BPM Vision. Esse aparelho vai além de medir a pressão arterial, funcionando como um estetoscópio digital e ECG. Ele permite que o usuário detecte valvopatias cardíacas no conforto de casa e compartilhe os dados diretamente com seu médico. A saúde digital na CES 2026 deve focar na prevenção e monitoramento passivo, detectando problemas antes que se tornem emergências. Ultrahuman deve ser destaque com sensores mais tecnológicos em seus anéis inteligentes Ana Letícia Loubak/TechTudo 7. Veículos futuristas A CES tornou-se um dos maiores salões de automóveis do mundo, e a Volvo deve aproveitar o palco para revelar o EX60. Este SUV elétrico estreará uma nova plataforma computacional centralizada, rodando em chips NVIDIA Orin. Ao que tudo indica, o carro funcionará como um "computador sobre rodas", consolidando funções de segurança e entretenimento em um único núcleo para facilitar atualizações. A arquitetura de 800V promete carregamento ultrarrápido, essencial para viagens longas. A LG, por sua vez, apresentará sua visão de mobilidade com o conceito de "Inteligência Afetuosa". A ideia é que o carro monitore o estado emocional do motorista através de câmeras e sensores biométricos. Se detectar estresse, o veículo pode ajustar automaticamente a iluminação, a música e a temperatura, ou até sugerir uma rota mais tranquila. Displays transparentes no para-brisa trarão realidade aumentada para a navegação, mantendo os olhos do condutor na estrada. Olhando para os céus, a mobilidade aérea urbana (eVTOL) será destaque com a Supernal (da Hyundai) e a Joby Aviation. A Supernal deve exibir o modelo final do S-A2, uma aeronave elétrica silenciosa para cinco passageiros projetada para operar em cidades. A feira servirá para demonstrar a infraestrutura de "vertiportos" e os planos de certificação para iniciar voos comerciais já nos próximos anos, transformando o conceito de táxi aéreo em uma realidade palpável. Supernal S-A2 está próximo de sair de um conceito para uma realidade de mobilidade urbana Reprodução/Hyundai 8. IA em toda parte A inteligência artificial deixará de ser apenas um chatbot para ganhar corpo físico. A Lenovo e a Motorola devem liderar o discurso de "IA para todos", mostrando como a tecnologia pode personalizar desde a interface do notebook até o funcionamento do celular dobrável. A ideia é que a IA processe dados localmente no dispositivo (NPU), garantindo privacidade e rapidez, sem depender da nuvem para tarefas cotidianas como resumir emails ou editar fotos. Na robótica industrial, a Hyundai (dona da Boston Dynamics) deve demonstrar o novo robô Atlas totalmente elétrico em ação. Diferente dos vídeos de parkour, o foco será mostrar o humanoide trabalhando em linhas de montagem reais, realizando tarefas de manipulação complexa com as duas mãos. Isso sinaliza o início da era das "fábricas definidas por software", na qual robôs inteligentes trabalham lado a lado com humanos em ambientes não estruturados. Por fim, a IA generativa estará presente na criação de conteúdo em tempo real. A NVIDIA e a AMD devem mostrar como suas novas placas gráficas podem gerar mundos virtuais e personagens (NPCs) que conversam naturalmente com o jogador. Robô humanoide Atlas pode ser uma das atrações da BostonDynamics (Hyundai) para o evento Reprodução/BostonDynamics Assim, a CES 2026 marcará o momento em que a IA deixa de ser uma novidade separada para se tornar a camada fundamental que conecta e potencializa todas as outras tecnologias apresentadas na feira. Com informações de Engadget, CNET, PC Mag, ZD Net e Korean Car Blog Mais do TechTudo Selecionar uma imagem Esse vídeo é real ou é inteligência artificial? ?