O governador do Mississippi, Tate Reeves, anunciou nesta quarta-feira (31) a concessão de clemência a Maurice Taylor, que cumpria uma pena de prisão considerada ilegal por exceder o limite máximo previsto para o crime. A decisão ocorreu semanas depois de Reeves ter determinado a libertação do irmão de Maurice, Marcus Taylor, condenado em circunstâncias semelhantes. Dois suspeitos de roubo de gado são encontrados mortos a tiros em barco à deriva na Argentina Filha de Tommy Lee Jones é encontrada morta em hotel de luxo em São Francisco no Ano Novo Em fevereiro de 2015, os dois irmãos aceitaram acordos judiciais e se declararam culpados de conspiração para vender hidrocodona associada ao paracetamol, substância classificada como da Lista III. Segundo a Clínica Mayo, essa combinação é indicada para o tratamento de dores intensas quando outros analgésicos não surtem efeito ou não podem ser utilizados. À época das sentenças, a legislação do Mississippi estabelecia pena máxima de cinco anos de prisão para esse tipo de crime. Ainda assim, Maurice Taylor foi condenado a 20 anos, com cinco anos suspensos, enquanto Marcus recebeu uma pena de 15 anos, ambas muito acima do limite legal. Decisão expõe falha histórica no sistema judicial “Assim como seu irmão, Maurice Taylor recebeu uma sentença mais de três vezes maior do que a permitida pela lei do Mississippi”, escreveu Reeves ao anunciar o indulto. “Quando a justiça é negada a um único cidadão do Mississippi, ela é negada a todos nós.” De acordo com a decisão, Maurice deve ser libertado em até cinco dias. O caso ganhou destaque após o Tribunal de Apelações do Mississippi reconhecer, em maio, que a sentença de Marcus Taylor era ilegal, embora inicialmente não tivesse sido revista por perda de prazo processual. Em novembro, após reanálise, o tribunal reverteu a decisão e determinou sua libertação, abrindo caminho para a revisão do caso do irmão. Em nota publicada nas redes sociais, a Mississippi Impact Coalition afirmou que a correção “deveria ter acontecido décadas atrás” e criticou a necessidade de pressão pública para reparar a injustiça. A Associated Press informou não ter conseguido contato imediato com o advogado de defesa de Maurice Taylor após a condenação. Até o momento, os irmãos Taylor são as únicas pessoas a receberem clemência do governador Reeves.