O número de pessoas que sofreram queimaduras graves no incêndio em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, excede em muito a capacidade dos centros de tratamento de queimaduras de Zurique e Lausanne, bem como do centro nacional de desastres na capital, disse nesta quinta-feira um funcionário do serviço de emergência em Genebra. Tragédia nos Alpes suíços: Jovem italiano de 17 anos é a primeira vítima identificada 'Uma de nossas piores tragédias': Após incêndio na Suíça, consternação toma conta da Europa De acordo com o Dr. Robert Larribau, chefe do serviço de emergência do Hospital Universitário de Genebra, que foi informado pelas autoridades nacionais, acredita-se que cerca de 50 pessoas sofreram queimaduras graves. Interior de um bar após incêndio em Crans-Montana, uma estação de esqui no cantão de Valais, na Suíça POLICE CANTONALE VALAISANNE / AFP Autoridades da capital, Berna, estavam coordenando com a União Europeia para encontrar hospitais em países vizinhos que pudessem receber algumas das vítimas, disse Larribau. A transferência de pacientes para hospitais na Alemanha, Itália e França deveria começar na quinta ou sexta-feira, afirmou ele. O hospital mais próximo do incêndio, em Sion, na Suíça, ficou inicialmente sobrecarregado com a grande quantidade de vítimas, disse Larribau. Segundo relatos, cerca de 60 pessoas foram atendidas no local. Outros 22 pacientes foram enviados para Lausanne, mais que o dobro da capacidade do centro de queimados da cidade, disse Larribau. Mais 16 pacientes foram transferidos para o Hospital Universitário de Zurique e oito foram enviados para um hospital em Berna. Quatro pessoas, com idades entre 15 e aproximadamente 25 anos, foram levadas para o Hospital Universitário de Genebra. Duas delas estavam em terapia intensiva e precisavam ser transferidas o mais rápido possível para tratamento especializado, disse Larribau. Três pessoas que sofreram fraturas e outros ferimentos não relacionados a queimaduras devido a uma explosão ocorrida no bar enquanto o incêndio ainda estava em curso, dirigiram-se por conta própria a outro hospital de Genebra, disse ele.