Corpo de adolescente que estava em lagoa de Campos com colchão inflável é encontrado Foi enterrado nesta quinta-feira (1º), no Cemitério do Caju, em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense o corpo de Fabio William Macedo Flores, de 14 anos. O adolescente morreu após se afogar na Lagoa de Cima, onde estava com o pai em um colchão inflável que virou durante a travessia. Segundo familiares, Fabio estava com o pai na lagoa na última terça-feira (30) quando o colchão inflável em que estavam virou. O pai ficou cerca de três horas à deriva até ser resgatado pelos bombeiros, mas o adolescente não conseguiu retornar à superfície. As buscas começaram ainda na tarde de terça e se estenderam até a manhã de quinta-feira (1º), quando o corpo foi encontrado por pescadores da região, e não pelas equipes de resgate. Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Fabio William Macedo Flores, de 14 anos se afogou em Campos. Arquivo Pessoal A mãe do jovem relatou dificuldades para conseguir ajuda imediata e criticou a demora no início das buscas. "Desde que eles sumiram eu fiquei preocupada nervosa fui até lá onde que ficava de zero que disseram que ficavam os bombeiros, chegando lá meu filho não tinha bombeiro, nada ninguém ninguém ninguém aí depois eles chegaram 5:30, meu esposo chegou que quase também perdeu a vida e aí os bombeiros chegaram lá encerraram logo porque já tava escurecendo e hoje que eu tive lá pra poder ver o corpo do meu filho, tava lá cheio meu filho de bombeiro de polícia de guarda tinha tudo hoje, porque aquele dia que meu filho tava lá não tinha, só tem as coisas depois que acontece eles não veem isso ,deixam abandonado e querem aparência só quando é feriado, quando é data de comemorativo, sendo que todos dias tem visitante lá na lagoa de cima , porque eu não tenho ajuda? porque eu não tenho bombeiro?" , disse a mãe do adolescente. Procurado, o Corpo de Bombeiros informou, em nota, que a Lagoa de Cima conta com posto de guarda-vidas apenas nos fins de semana, quando há maior movimento, com dois profissionais e uma moto aquática. Fora desses dias, não há posto fixo na área (veja a nota na íntegra mais abaixo). Ainda segundo a corporação, as equipes foram mobilizadas imediatamente após o chamado, com atuação contínua nas primeiras horas e nos dias seguintes. As operações contaram com mergulhadores, bote inflável e moto aquática. O Corpo de Bombeiros destacou que mergulhadores e guarda-vidas seguem escalados diariamente para atender ocorrências na região. Nota Corpo de Bombeiros O Corpo de Bombeiros informa que a localidade de Lagoa de Cima, em Campos dos Goytacazes, conta com um posto de guarda-vidas ativado aos sábados e domingos, períodos de maior movimento, com dois guarda-vidas e uma Auto Moto Aquática (AMA) para pronto emprego, além do apoio operacional do 5º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM). Fora desses dias, não há posto fixo ativado na área. Desde o desaparecimento do adolescente, na última terça-feira (30), as equipes do CBMERJ foram imediatamente mobilizadas para as buscas, com atuação contínua nas primeiras horas e nos dias seguintes. As operações contaram com o emprego de mergulhadores, bote inflável e moto aquática (jet ski), com buscas realizadas até as 21h no primeiro e no segundo dias. No terceiro dia de operação, por volta das 5h20, o corpo foi localizado. Ressalta-se que mergulhadores e guarda-vidas permanecem escalados diariamente pelo CBMERJ para atendimento a ocorrências em toda a região. A Lagoa de Cima, em Campos dos Goytacazes, é uma das maiores lagoas da região e fica a cerca de 30 quilômetros do Centro da cidade. O local é conhecido por ser ponto turístico e de lazer, cercado por áreas de pesca e pequenas comunidades rurais. No mapa, a lagoa aparece como uma extensa área de água doce, ligada ao Rio Ururaí, e é acessada principalmente pela RJ-216 (veja o mapa abaixo). Foi nesse cenário que ocorreu o afogamento do adolescente Fabio William Macedo Flores, episódio que mobilizou equipes de resgate e moradores da região. Mapa do local do afogamento g1