O jovem italiano Emanuele Galeppini, de 16 anos, foi a primeira vítima identificada no incêndio que atingiu um bar da estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante uma festa de réveillon. A morte do adolescente, que era golfista, foi confirmada pela Federação Italiana de Golfe, nesta quinta-feira. Segundo autoridades europeias, o número de mortos na tragédia subiu para 47. Mais de 40 mortos: Jovem italiano de 16 anos é a primeira vítima identificada em tragédia nos Alpes suíços 'Uma de nossas piores tragédias': Após incêndio que deixou 40 mortos na Suíça, consternação toma conta da Europa "Neste momento de grande consternação, os nossos pensamentos estão com a sua família e todos os que gostavam dele [Galeppini]", escreveu a federação italiana, lamentando a perda do jovem e manifestando solidariedade à família e aos amigos do jovem, descrito como um "atleta apaixonado e com valores autênticos". Initial plugin text Natural de Gênova, na Itália, Emanuele vivia na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e integrava seleções juvenis de golfe do país. De acordo com o Ranking Mundial de Golfe Amador, o atleta havia competido em 50 torneios internacionais de golfe, incluindo o Campeonato Italiano de Equipes Sub-18. Discreto nas redes sociais, Emanuele compartilhava com seguidores alguns registros dos seus treinos de golfe, além do placar das competições de que participava, e comemorava os resultados obtidos. O incêndio começou por volta de 1h30 desta quinta-feira, pelo horário local (noite de quarta-feira no Brasil), e inicialmente foi reportado como uma explosão. Contudo, Stephane Ganze, chefe de segurança do cantão (região) de Valais, onde fica o resort de Crans-Montana, descartou essa hipótese. Beatrice Pilloud, procuradora-geral da região, disse que o foco da investigação é descobrir as causas do desastre, e não achar culpados, ao menos por agora. O uso de fogos de artifício é tratado como causa possível da tragédia. Nesta sexta-feira, a agência de notícias francesa AFP noticiou que os corpos das vítimas do incêndio começaram a ser transportados para um centro funerário na cidade de Sion, por volta das 11h (7h em Brasília). Mais cedo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Antonio Tajani, afirmou que um novo balanço indicou que há 47 mortos — valor que ainda pode aumentar, considerando que há relatos de feridos com gravidade, entre os cerca de 115 socorridos. Em declarações citadas pela agência ANSA, Tajani indicou que o governo italiano acompanha de perto as operações no local, já que muitas das pessoas que estavam no bar La Constellation, atingido pelo incêndio, eram de nacionalidade italiana. Até o momento, não há previsão para o término do reconhecimento das vítimas.