“Avatar: Fogo e Cinzas” liderou a bilheteria na véspera de Ano Novo nos Estados Unidos e no Canadá, em um dia tradicionalmente fraco para os cinemas, e ajudou a encerrar 2025 com arrecadação doméstica de US$ 8,87 bilhões (R$ 49,2 bilhões). O valor representa alta de 1,5% em relação a 2024, mas ficou abaixo da expectativa de parte do mercado, que projetava um ano acima de US$ 9 bilhões. 'Faço filmes para o cinema': James Cameron fala sobre 'Avatar: Fogo & cinzas' e admite possível fim da franquia Sigourney Weaver: ‘Graças ao cinema, tenho a carreira que almejava no teatro’ O novo filme da franquia criada por James Cameron chegou a um total de aproximadamente US$ 250 milhões na América do Norte, (R$ 1,38 bilhão), após duas semanas em cartaz. No mercado internacional, o longa já acumula mais de US$ 860 milhões (R$ 4,76 bilhões). Apesar do bom desempenho, “Avatar: Fogo e Cinzas” segue abaixo do ritmo registrado pelos filmes anteriores da franquia. Após 13 dias em cartaz, a arrecadação do novo título está cerca de 26% atrás do desempenho de “Avatar: O Caminho da Água” no mesmo período. Em comparação com o primeiro “Avatar”, lançado em 2009, a diferença é de aproximadamente 7% no acumulado doméstico. “Ao fecharmos um ano de bilheteria que teve seus altos e baixos, vimos um primeiro trimestre bastante lento, seguido por um mês de abril muito forte, um fim de semana do Memorial Day recorde e, depois do verão, um corredor que registrou o mês de outubro mais fraco da década”, afirmou Paul Dergarabedian, chefe de tendências de mercado da Comscore. “Os dois últimos meses do ano trouxeram um feriado de Ação de Graças sólido e um impulso muito forte até o fim do ano, com uma mistura eclética de filmes para todos os públicos”, disse. “Depois de toda essa turbulência, 2026 mira alcançar o maior total anual de bilheteria desde 2020.” Segundo a Comscore, os principais motores do mercado em 2025 foram os filmes com classificação indicativa livre, que pelo segundo ano consecutivo superaram os títulos para maiores de 13 anos, além do gênero de terror, que teve um ano recorde, com arrecadação superior a US$ 1,4 bilhão (R$ 7,75 bilhões), apenas no mercado doméstico. Além dos lançamentos tradicionais, exibidores apostaram em conteúdo alternativo durante o período de festas, com sessões do episódio final da série “Stranger Things”. Dois dias antes da estreia, 1,1 milhão de assentos haviam sido vendidos em mais de 620 salas nos Estados Unidos, mas a receita não é contabilizada como bilheteria, já que se refere principalmente ao consumo de alimentos e bebidas.