Em Arroio Grande, casal denuncia tratamento irregular dos filhos em orfanato

Os pais das duas crianças recolhidas pela Justiça em Arroio Grande (RS) e colocadas em um orfanato com histórico de denúncias graves , incluindo estupro de menores e homicídio, denunciaram tratamento irregular aos filhos dentro da instituição. Os menores estão na Casa de Passagem Novo Amanhecer desde 20 de novembro. Douglas e Paola Kalaitzis perderam temporariamente a guarda dos filhos, de quatro e dois anos, por se recusarem a vaciná-los. A advogada do casal relatou, em publicações nas redes sociais, que o casal tem atestados médicos de contraindicação dos imunizantes. + Leia mais notícias do Brasil em Oeste Os incidentes presenciados pelos pais põem em xeque a segurança das crianças sob tutela do Estado. A Justiça, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), havia determinado a remoção das crianças alegando "risco à vida e à saúde" dos menores. O MPRS mantém o processo sob sigilo. Essas são as crianças de Arroio Grande que estão no abrigo desde 18/11/25. Não há histórico na família de maus tratos, abuso sexual, violência doméstica, negligência, pais acoolistas ou dependentes químicos. As crianças são saudáveis e estavam felizes com a família. pic.twitter.com/RcVkzKX78x — SOUL (@Soul221122) December 20, 2025 As denúncias constam em depoimentos da defesa e gravações de Douglas e Paola obtidas pelo portal Poder360. Durante uma visita supervisionada ao abrigo, os pais notaram hematomas no braço do filho mais velho, Douglas. "Eles observaram que o bracinho do Douglas, de 4 anos, estava roxo", disse Adriana Marra em depoimento divulgado nas redes sociais. Diante da constatação, os pais fizeram um boletim de ocorrência. Em consequência do registro, um juiz do Rio Grande do Sul proibiu o acesso de Douglas e Paola aos próprios filhos. Em uma gravação feita pelo casal e acessada pela jornalista Paula Schmitt, do Poder360, os pais pedem permissão para filmar os hematomas encontrados no braço do filho, o que lhes é negado por um agente. Douglas e Paola, então, pedem que o funcionário da saúde assine um termo no qual atestasse estar vendo os hematomas no braço do menino. Muito sinistro - A funcionária do abrigo sai de bolsa com a menina de 1 ano e 10 meses que foi retirada dos pais em Arroio Grande. Ela vai em direção a um carro onde um homem abre o vidro e a mulher mostra a criança. Os pais que estavam na esquina conversando, assistiram… pic.twitter.com/tSQlEd5Ndl — SOUL (@Soul221122) December 27, 2025 O agente, entretanto, se negou a assinar um termo de admissão. Ele afirmou que a marca poderia ser antiga, anterior ao recolhimento do menino. Um exame de corpo de delito seria capaz de comparar o estado físico da criança antes e depois de ser confiscada pelo Estado. Douglas e Paola negam ter tido acesso ao exame de corpo de delito. Ao Poder360, eles relataram a realização de dois exames, um deles dias depois da apreensão das crianças. Dessa forma, um dos exames não seria verídico na retratação de como o menino foi encontrado. Funcionária do orfanato de Arroio Grande saiu da instituição com criança Um vídeo de câmera de segurança, capturado pelos pais e acessado pela jornalista do Poder360, adiciona camadas de suspeita. Na gravação, uma funcionária do abrigo sai com a filha do casal, Sofia, de dois anos, no colo, e aproxima-se de um carro estacionado de forma irregular na porta da instituição. 13/12/25- Atualizações sobre o caso das crianças retiradas dos pais em Arroio Grande. #DevolvamAsCrianças pic.twitter.com/grNc82hRmI — SOUL (@Soul221122) December 13, 2025 A mulher mostra a criança para o motorista, identificado pelos pais como um homem, enquanto Douglas e Paola, inicialmente sem se identificarem, conversam com outra funcionária na calçada. "Olha aqui que bonita", teria dito a enfermeira ao exibir a menina, conforme captado em áudio. Preocupados, os pais questionam: "Onde é que eles vão levar ela?". A resposta da funcionária: "Lugar nenhum. Só vieram aqui na frente com ela um pouquinho. Ela é enfermeira". Apesar da explicação oficial do abrigo, de que a funcionária encerrava o turno às 19h, a criança pediu colo e foi mostrada ao marido, que a esperava, os pais descrevem a cena como um "pesadelo" e apontam uma possível tentativa de retirada da menina. O comunicado da Casa de Passagem Novo Amanhecer nos autos judiciais nega conduta irregular. "Em nenhum momento ocorreu a retirada de Sofia em circunstância suspeita. [ ... ] As imagens das câmeras de segurança demonstram que o familiar da funcionária aguardava em frente à instituição, a funcionária comunicou-se com o esposo e retornou tranquilamente ao interior da Casa de Passagem." O post Em Arroio Grande, casal denuncia tratamento irregular dos filhos em orfanato apareceu primeiro em Revista Oeste .