O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, revelou nesta sexta-feira a suposta localização de sobreviventes de embarcações que teriam sido "bombardeadas" no Pacífico, onde os Estados Unidos atacam supostas lanchas do narcotráfico. Veja imagens: Evidências sinistras dos ataques de Trump no Caribe surgem nas praias de uma península na Colômbia 'Signalgate' e ataques no Caribe: Secretário de Defesa dos EUA está pressionado por sucessão de escândalos O chefe de Estado colombiano não especificou a que episódio se referia. Em uma imagem de um mapa publicada no X, ele marcou um ponto ao sul do estado mexicano de Oaxaca e a oeste da Costa Rica. Petro afirmou que "essa parece ser a zona exata onde caíram os [integrantes das lanchas] que se lançaram" das embarcações bombardeadas. Ele também sustenta que no ataque morreram "três pessoas". Initial plugin text Os Estados Unidos afirmaram na quarta-feira que três integrantes do narcotráfico a bordo de uma embarcação que viajava em "comboio" morreram durante uma operação militar contra o tráfico de drogas. Washington acrescentou que os "outros integrantes do grupo abandonaram" as demais embarcações "saltando ao mar", sem detalhar naquele momento a localização. Petro acrescentou que a força naval da Colômbia está "disposta a colaborar" na localização dos supostos sobreviventes e fez um apelo a "todos os governos da região" para que se unam. O presidente colombiano é um dos maiores críticos na região do deslocamento militar dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico para supostamente combater o narcotráfico. Ele defende que as pessoas atacadas nas lanchas são vítimas dos chefes do tráfico de cocaína e que, em várias ocasiões, nem sequer estavam transportando drogas. Pelo menos 110 pessoas morreram nesse tipo de ataque desde setembro, segundo números fornecidos pelos Estados Unidos. Donald Trump anunciou recentemente a destruição de um píer utilizado pelo narcotráfico na Venezuela. Em seguida, Petro afirmou que tinha conhecimento de um ataque no estado venezuelano de Maracaibo. No entanto, ao que tudo indica, essas suspeitas derivam de especulações nas redes sociais após um incêndio em uma fábrica de produtos químicos chamada Primazol. O chefe da empresa refutou as afirmações de Petro, que costuma compartilhar em sua conta no X notícias não verificadas. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, evitou na quinta-feira comentar, em entrevista, o ataque anunciado por Trump.