O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja passaram a virada do ano no Forte de Copacabana, de onde assistiram ao espetáculo de queima de fogos da praia acompanhados do cantor Gilberto Gil. O momento foi compartilhado nas redes sociais pelo artista e pela sobrinha do presidente. O mandatário está no Rio de Janeiro desde a última sexta-feira (26) e permanece hospedado na Restinga de Marambaia, base da Marinha localizada na Costa Verde do estado. Em seu perfil no Instagram, Gil publicou uma foto no forte ao lado da esposa, a produtora Paula Lavigne, junto a Lula e Janja. Em vídeo que circula nas redes sociais, o presidente também aparece ao lado do cantor no momento da queima de fogos, assistida do terraço do Forte. Horas antes, o artista se apresentou como uma das atrações na Praia de Copacabana para o público que aguardava o momento da virada. Initial plugin text Initial plugin text A ida do presidente e de Janja ao local também foi compartilhada pela sobrinha do presidente, Bia Lula, nas redes sociais. "De ontem, do nosso ano novo em família", escreveu na legenda de uma foto em que apareceu abraçada com o petista. Initial plugin text A escolha por Copacabana difere da virada passada, quando Lula decidiu passar o réveillon em Brasília, na Granja do Torto, casa de campo da presidência. O imóvel fica a cerca de 40 quilômetros do Palácio da Alvorada, residência oficial do mandatário. À época, Lula também passava por exames médicos de acompanhamento após ter passado por uma cirurgia na cabeça no início do mês de dezembro. O procedimento foi realizado depois de uma complicação provocada por uma queda sofrida por ele em outubro, que lhe causou um hematoma na cabeça. Já neste ano, o presidente e a primeira-dama escolheram passar o recesso em um território recluso no Rio de Janeiro. A área na qual Lula está hospedado fica na porção oeste da restinga, onde funciona o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), de responsabilidade da Marinha. Dedicado à preparação de fuzileiros navais para combate, o local é um destino frequente de presidentes em busca de descanso — Michel Temer, Jair Bolsonaro e o próprio Lula, nos mandatos anteriores, são alguns dos que já passaram pela base militar. Píer (foto) e heliponto dão acesso à área A. Galante/Forças Terrestres Além dos aposentos presidenciais, a área conta com várias casas das famílias de militares que trabalham na região. Para acesso, há um píer e um heliponto. As instalações têm ainda igreja, escola, quadras esportivas e um hotel de trânsito da Marinha, construção que no passado operou como senzala de escravizados, já que, em meados do século XIX, havia na região uma fazenda que era utilizada como entreposto do tráfico negreiro. A Marinha só passou a ser proprietária do local no início do século XX. Descendentes de escravizados, porém, ainda viviam em parte do território, o que gerou uma disputa. A situação foi solucionada apenas em 2014, quando um acordo mediado pelo Ministério Público Federal (MPF) e outros órgãos autorizou a permanência dos remanescentes da comunidade quilombola na área que eles já ocupavam há mais de um século. Hotel de trânsito foi senzala no passado G. Poggio/Poder Naval