Eduardo Bolsonaro diz ser alvo de perseguição e afirma que não retornará à PF

A Polícia Federal determinou que Eduardo Bolsonaro retorne imediatamente ao Brasil para reassumir o cargo de escrivão, sob risco de demissão do serviço público. A ordem foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) um dia depois da perda do mandato na Câmara dos Deputados. + Leia mais notícias de Política em Oeste Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que a medida faz parte de uma perseguição institucional e disse que não pretende cumprir a determinação neste momento. “Recebo com orgulho mais esse capítulo da perseguição judicial”, declarou. O ex-parlamentar disse que, no dia seguinte, houve a publicação no DOU com a determinação para o retorno imediato à Polícia Federal (PF). “Não recebo com surpresa”, afirmou sobre a medida. "Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público." Histórico de Eduardo Bolsonaro Eduardo Bolsonaro estava afastado das funções na PF para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2025, ele perdeu o cargo parlamentar depois de ultrapassar o limite constitucional de faltas. Ao longo de cerca de dez meses, acumulou 59 ausências não justificadas em sessões deliberativas. O político buscou refúgio nos EUA, depois de denunciar os abusos do Supremo Tribunal Federal contra a sua família e aliados. Ele buscou alternativas para exercer o mandato à distância, mas não obteve colaboração da Câmara. Com o encerramento do mandato, o retorno ao cargo na PF se tornou necessário para a retomada da remuneração como servidor público. Durante o período como deputado, Eduardo não recebia salário da corporação. No vídeo, o ex-deputado afirmou que não tem condições de retornar ao Brasil neste momento. “É óbvio que eu não tenho condição de retornar ao Brasil agora”, disse. Ele também comparou sua situação à de outros investigados e presos, mencionando decisões judiciais recentes. https://twitter.com/BolsonaroSP/status/2007197814309454237 Eduardo declarou que pretende contestar administrativamente a decisão e manter o vínculo funcional. “Não entregarei o meu cargo na Polícia Federal de mãos beijadas”, afirmou. Ele também disse temer prejuízos futuros relacionados à aposentadoria e a prerrogativas funcionais. O ex-deputado atribuiu responsabilidade ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo federal. “Recebo com orgulho mais esse capítulo da perseguição judicial”, declarou, acrescentando que decidiu tornar público o caso para registrar os acontecimentos. Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no estado de Rondônia. Atuou como escrivão até 2015, quando foi eleito deputado federal. Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o cargo que ocupa envolve atividades administrativas, elaboração de documentos oficiais e apoio a investigações. Leia também: " Oposição reage à prisão preventiva de Filipe Martins" O post Eduardo Bolsonaro diz ser alvo de perseguição e afirma que não retornará à PF apareceu primeiro em Revista Oeste .