Poucos textos políticos contemporâneos são tão subestimados fora de seu país quanto o discurso de Ano-Novo do líder chinês, Xi Jinping . Tratado com frequência como peça protocolar ou exercício de propaganda, ele cumpre uma função muito mais precisa. É um momento anual de condensação estratégica, no qual o Partido Comunista explicita o que considera resolvido, o que está em disputa e quais conflitos já são vistos como inevitáveis, características essenciais para análise geopolítica em um sistema que privilegia continuidade, planejamento e sinalização indireta. Leia mais (01/02/2026 - 23h00)