Os três maiores bilionários brasileiros engordaram sua fortuna em US$ 15,81 bilhões em 2025. Na conversão do câmbio de sexta-feira, a R$ 5,42, o trio de ricaços formado por Eduardo Saverin, Jorge Paulo Lemann e André Esteves registrou aumento de R$ 85,3 bilhões no patrimônio no ano passado, informou o Índice de Bilionários da Bloomberg. Menos de 40 anos, homens em sua maioria. Quem são os bilionários do boom da inteligência artificial? Concentração de renda e patrimônio: No Brasil, 10% mais ricos detêm 70% da riqueza nacional, aponta estudo Eduardo Saverin Mais rico do Brasil, Eduardo Saverin, que ajudou a fundar o Facebook, império que se transformou na Meta e hoje detém também o Whatsapp e Instagram sob o guarda-chuva, registrou um aumento de US$ 4,02 bilhões em sua fortuna, alcançando US$ 35,8 bilhões. Com a marca, ele fechou 2025 sendo o 63º homem mais rico do mundo. A Meta, empresa sediada na Califórnia, reúne mais de 3,5 bilhões de usuários ativos por dia e registrou receita de US$ 164,5 bilhões em 2024. Sua abertura de capital, realizada em 2012, foi à época o maior IPO já feito por uma companhia de tecnologia. Somente em 2025, as ações da Meta acumularam alta de 10%, movimento que contribuiu para o aumento da fortuna do bilionário brasileiro neste ano. Saverin possui aproximadamente 2% do capital da empresa. Veja também: Meta compra startup chinesa, amplia disputa com rivais e pode acirrar tensão EUA-China O patrimônio investido por Saverin inclui mais de US$ 500 milhões provenientes da venda de ações do Facebook, de acordo com documentos da companhia e análise de dados da Bloomberg, além dos impactos de impostos e das oscilações do mercado. Jorge Paulo Lemann Na segunda posição aparece Jorge Paulo Lemann, que ocupa o 87º lugar no ranking global, com fortuna estimada em US$ 27,21 bilhões. Em 2025, o empresário ampliou seu patrimônio em US$ 6,05 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 32,67 bilhões, pela cotação atual. Lemann divide o controle da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, com os também bilionários Marcel Telles e Carlos Sicupira. Os três empresários mantém ainda participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King, e detém o controle da varejista Americanas e da incorporadora São Carlos, no Brasil. Initial plugin text Segundo reportagem da Bloomberg News de 2024, a maior parcela da fortuna de Lemann vem de sua participação de 9% na Anheuser-Busch InBev, empresa de capital aberto e líder global no setor cervejeiro. André Esteves Em terceiro lugar está André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG Pactual, que elevou seu patrimônio em US$ 5,37 bilhões em 2025 — um crescimento de 86%. O BTG Pactual é a maior instituição de investimentos da América Latina. Com sede em São Paulo, o banco participa de mais de 90% das transações financeiras realizadas no Brasil. Esteves também possui participação na Estapar, operadora de estacionamentos listada em bolsa e com atuação nacional. Leia mais: País 'não merece' juros de 15% e falta coordenação com política fiscal, diz André Esteves, do BTG Pactual A expansão da fortuna de Esteves foi ligeiramente inferior ao avanço do próprio BTG, que praticamente dobrou seu valor de mercado, alcançando US$ 12,35 bilhões (ou R$ 30,97 bilhões). Em 2025, as ações do banco tiveram valorização de 98,8%, levando a instituição a um valor de mercado de R$ 300 bilhões. Ricos ficam mais ricos em todo o mundo O movimento de ricaços ficando cada vez mais ricos no último ano não aconteceu só no Brasil. Em 2025, as 500 pessoas mais do mundo tiveram crescimento recorde de US$ 2,2 trilhões em suas fortunas, elevando o patrimônio conjunto para US$ 11,9 trilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. O avanço foi impulsionado pela valorização de ativos como ações, criptomoedas e metais preciosos. A vitória eleitoral de Donald Trump no fim de 2024 também contribuiu para o movimento, apesar de um breve abalo em abril devido a temores sobre tarifas. As grandes empresas de tecnologia lideraram os ganhos, embaladas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial e pela alta das ações de grande capitalização nos Estados Unidos. Cerca de 25% do aumento total do índice veio de apenas oito bilionários, entre eles Larry Ellison, Elon Musk, Larry Page e Jeff Bezos. Ainda assim, essa concentração foi menor do que em 2024, quando o grupo respondeu por 43% dos ganhos. *Com Bloomberg