Monkey App: o que é, como funciona e por que ele voltou a preocupar pais

O Monkey App é um aplicativo de chamadas de vídeo aleatórias que conecta usuários com desconhecidos em poucos segundos. A ferramenta ganhou espaço entre adolescentes e jovens após o fechamento do Omegle, mas a popularidade vem acompanhada de preocupação. Sem um mecanismo eficaz para a verificação de idade, a plataforma expõe usuários menores de idade a interações que podem contar nudez, assédio e outros tipos de situações impróprias. Não à toa, pais e responsáveis demonstram preocupações sobre a privacidade e segurança dos filhos nesse ambiente instável. A seguir, veja o que é, como funciona e por que o Monkey App voltou a preocupar pais. iOS 26: 4 novidades de Controle Parental que você precisa conhecer Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Monkey App: o que é, como funciona e por que ele voltou a preocupar pais Reprodução/Avast Como ser popular nas redes sociais? Veja no Fórum do TechTudo No índice abaixo, confira os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo: O que é o Monkey App? Como o Monkey App funciona na prática Por que o Monkey App ficou popular Quais são os principais riscos do Monkey App O Monkey App é seguro? O Monkey App é permitido para menores? O que pais e responsáveis precisam saber O Monkey App é ilegal? 1. O que é o Monkey App? O Monkey App é uma plataforma de bate‑papo por vídeo que conecta usuários aleatoriamente para conversas rápidas, em versão mobile e web. A proposta é oferecer encontros virtuais “espontâneos” com pessoas de diferentes países, sem a mediação de amigos ou comunidades. O serviço se posiciona como um espaço de interação casual, com foco em tempo real e baixa barreira de entrada, o que explica sua atração entre públicos jovens e conectados. Monkey App permite que usuários tenham conversas rápidas com outros perfis desconhecidos Reprodução/NBC News 2. Como o Monkey App funciona na prática O usuário acessa o app ou site, ativa a câmera e é pareado em segundos com outra pessoa para uma chamada ao vivo. As conexões são breves e podem ser trocadas a qualquer momento, privilegiando volume e rotatividade de conversas. O serviço afirma adotar moderação e ferramentas de segurança, mas não detalha publicamente processos robustos de verificação de idade, o que é um ponto sensível em plataformas de vídeo aleatório. Em geral, o controle de conteúdo ocorre à posteriori, por denúncias e filtros automatizados. Entenda como o Monkey App funciona Reprodução/Shutterstock 3. Por que o Monkey App ficou popular O crescimento acelerado do Monkey tem relação direta com a demanda deixada por serviços similares que foram descontinuados — como o Omegle —, somada ao apelo de conversas “sem roteiro” com desconhecidos. A dinâmica de acessos rápidos, sem necessidade de criar uma rede, favorece o engajamento de quem busca novidade e alcance global. A onipresença de câmeras nos smartphones e a cultura de streaming ao vivo funcionam como combustível para esse tipo de aplicativo. Descubra por que o Monkey App ficou popular Reprodução/Shutterstock 4. Quais são os principais riscos do Monkey App Plataformas de vídeo aleatório, por natureza, expõem usuários a interações imprevisíveis, inclusive com conteúdo impróprio. A ausência de barreiras efetivas para menores amplia o risco de exposição a nudez, assédio e tentativas de aliciamento, práticas recorrentes em ambientes sem curadoria prévia. Há também riscos de privacidade: imagens e dados compartilhados em chamadas podem ser gravados por terceiros, reaproveitados sem consentimento e circular fora de contexto. Risco inclui a exposição de menores a conteúdos impróprios Reprodução/Adobe Stock 5. O Monkey App é seguro? O Monkey declara utilizar moderação e recursos de segurança, mas especialistas apontam fragilidades no modelo de conexão aleatória, que não conta com mecanismos eficazes de checagem de idade. O histórico de questionamentos públicos inclui episódios de remoção da App Store em determinados mercados, motivados por preocupações com segurança infantil. Apesar dos questionamentos, o site continua operando normalmente em diversas regiões. Monkey App é uma plataforma que precisa ser observada com atenção Reprodução/Freepik 6. O Monkey App é permitido para menores? A comunicação oficial costuma indicar destinação a maiores de 18 anos, porém não há mecanismos públicos sólidos para impedir o acesso de adolescentes. Em cenários assim, a efetividade da restrição etária é baixa: bastam dados autodeclarados para criar conta e iniciar conversas. Esse descompasso entre política e prática é um dos principais motivos de alerta entre famílias e responsáveis. Oficialmente, Monkey App é uma plataforma apenas para maiores de 18 anos Reprodução/Freepik 7. O que pais e responsáveis precisam saber É importante tratar o Monkey como um ambiente de alto risco para menores, independentemente de promessas de moderação. Conversas claras e diretas sobre segurança digital, consentimento e exposição de imagem são mais efetivas do que proibições isoladas. Ferramentas de controle parental podem bloquear o app e o site, mas o acompanhamento ativo e a criação de combinados familiares sobre uso de câmera, horários e denúncias são determinantes. Em caso de abusos, é importante registrar evidências, denunciar dentro da plataforma e buscar suporte nas autoridades. É importante que pais supervisionem o que os filhos fazem na internet Reprodução/The Parents Web Site 8. O Monkey App é ilegal? O aplicativo, por si, não é ilegal; ele opera como serviço de comunicação. A ilegalidade decorre de condutas dos usuários, como compartilhamento de material sexual envolvendo menores, assédio e exploração, que são crimes e devem ser reportados. Vale lembrar que, aqui no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê responsabilização severa por crimes contra menores. Na prática, Monkey App não é uma plataforma ilegal Reprodução/Avast Com informações de Monkey App, Internet Matters, FlashGet Kids, AVG e Avast Mais do TechTudo 15 ANOS DE TECHTUDO! Veja como o site mudou desde 2010!!!