Para ver todos os jogos: saiba quanto custa fretar um jato na Copa do Mundo de 2026

Com partidas distribuídas por Estados Unidos, México e Canadá e distâncias de milhares de quilômetros entre alguns estádios, a Copa do Mundo de 2026 tende a impulsionar a procura por voos fretados em jatos particulares, repetindo, em escala maior, o movimento visto em outros megaeventos esportivos. As informações são da Forbes, que reuniu executivos do setor para explicar custos, logística e armadilhas desse tipo de viagem. Caso Master: TCU vai inspecionar documentos do BC sobre liquidação do banco Imposto de Renda 2026: Novo modelo está em vigor e já impacta folha em janeiro Na Copa do Catar, em 2022, a maior distância entre estádios foi de cerca de 120 km. Já em 2026, haverá combinações acima de 3.200 km e trajetos que superam 5.400 km, atravessando quatro fusos horários. Em 2018, na Rússia, um único corretor organizou mais de 350 voos fretados para fãs e equipes, número que pode ser superado no próximo Mundial, segundo projeções do setor. Demanda antecipada e pressão por preços Embora chaves e sedes tenham sido anunciadas recentemente, empresas de aviação executiva se preparam há meses. A Forbes relata picos imediatos de consultas após o sorteio da Copa, com grupos de 20 a 40 passageiros interessados sobretudo nos jogos de maior apelo. Operadoras esperam demanda comparável à do Super Bowl, evento que costuma atrair cerca de 1.000 jatos particulares. Parte dessa pressão se reflete nos preços. Além do valor do fretamento, taxas especiais de evento cobradas por terminais privados (FBOs) podem elevar significativamente a conta: há relatos de até US$ 40 mil (R$ 217 mil, na cotação atual) apenas para pouso e serviços em aeronaves de grande porte. O setor atribui os aumentos a custos extras de equipe, hotelaria, logística e à escassez de vagas em pátios durante megaeventos. Afinal, quanto custa fretar um jatinho? Os valores variam conforme categoria da aeronave, rota, lotação e período. Tarifas por hora geralmente incluem o retorno “vazio” do avião à base, o que dobra o custo aparente do voo. Um jato midsize anunciado a US$ 5 mil (R$ 27 mil) por hora, por exemplo, pode chegar a US$ 20 mil (R$ 108 mil) em um trecho de duas horas (ida com passageiros e volta sem eles). Paradas para reabastecimento, atrasos e trocas de aeronave por pane também podem encarecer a operação. Entre as vantagens estão o uso de terminais executivos, que reduz em cerca de duas horas o tempo em solo ao eliminar filas de check-in, segurança e bagagem, além do acesso a aeroportos alternativos mais próximos dos estádios e hotéis. Também há flexibilidade para desvios turísticos e melhor gestão de conexões. Galerias Relacionadas Por outro lado, a Forbes alerta para restrições pouco conhecidas: bagagem limitada em jatos menores, alcance real inferior ao divulgado por fabricantes (especialmente com cabine cheia), ausência de toalete fechado em alguns modelos e custos adicionais com Wi-Fi, catering especial e comissários. O calendário do Mundial impõe desafios. Jogos das oitavas ocorrem entre 4 e 7 de julho; quartas, de 9 a 11 de julho; semifinais, em 14 e 15; decisão do terceiro lugar, em 18; e a final, em 19 de julho, em Nova Jersey. Há seleções que cruzam o país entre partidas, casos que tornam o fretamento atraente, mas exigem planejamento minucioso de aeroportos executivos, transporte terrestre e horários de tripulação. Em períodos de pico, cancelamentos costumam ter multa de 100% desde a assinatura, inclusive em voos de ida e volta. Taxas de evento podem ser informadas depois da reserva e não anulam as regras contratuais. O passageiro também responde por danos à aeronave e pode enfrentar cobranças pós-voo, como uso de internet a bordo. A recomendação é trabalhar com corretores experientes, capazes de oferecer aeronave reserva e negociar termos mais flexíveis, além de evitar reservas exclusivamente on-line para operações complexas como a Copa. Programas de “jet card” e cotas fracionadas podem ajudar, mas também têm restrições em grandes eventos.