Justiça dos EUA formaliza acusações de narcotráfico e terrorismo contra Maduro; veja os quatro crimes

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão acusados de narcotráfico e terrorismo nos Estados Unidos e logo responderão perante a justiça, anunciou neste sábado a procuradora-geral americana, Pam Bondi. A confirmação ocorre logo após o anúncio do presidente Donald Trump de que o casal foi capturado e extraído da Venezuela em uma operação militar de grande escala coordenada pelas forças dos Estados Unidos. Ataques contra a Venezuela: Acompanhe a cobertura completa Quem é Cilia Flores: esposa de Maduro capturada pelos EUA é conhecida na Venezuela como 'primeira-combatente' Em uma mensagem publicada na rede social X, Bondi afirmou que ambos enfrentarão em breve todo o rigor da lei em solo americano e perante tribunais dos Estados Unidos, sinalizando que a custódia do casal já é uma realidade jurídica para Washington. Initial plugin text A procuradora-geral detalhou que o processo contra Maduro, que tramitará no Distrito Sul de Nova York, sustenta-se em quatro acusações criminais: Conspiração para narcoterrorismo: Acusação de liderar uma organização que utiliza o tráfico de drogas como arma política e financeira para desestabilizar a região e financiar atividades ilícitas; Conspiração para importação de cocaína: O envolvimento direto na logística de envio de toneladas de entorpecentes para território norte-americano através do chamado "Cartel dos Sóis"; Uso e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos: Referente ao armamento pesado utilizado por grupos paramilitares sob o comando de Maduro para proteger as rotas do tráfico e manter o controle coercitivo; Conspiração para posse de armamento pesado: A articulação para adquirir e manter arsenais de guerra com o intuito de sustentar as operações de narcotráfico internacional. A ofensiva que levou à queda de Maduro começou na madrugada deste sábado com uma série de explosões em pontos estratégicos de Caracas e em estados vizinhos como Miranda e Aragua. Segundo relatos de testemunhas e jornalistas locais, a operação envolveu bombardeios com mísseis contra alvos militares, enquanto forças de elite realizavam a incursão para a detenção do mandatário e da primeira-dama. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, chegou a exigir provas de vida do casal e denunciou que os ataques atingiram áreas urbanas, vitimando oficiais, soldados e civis, classificando a ação como o maior ultraje já sofrido pela nação. Apesar da resistência prometida pelo Ministério da Defesa da Venezuela, o cenário na capital tornou-se de um silêncio tenso após o cessar dos sobrevoos de aeronaves americanas. Enquanto isso, em solo americano, a formalização das acusações por narcotráfico e terrorismo eleva o status da intervenção militar para um caso criminal de segurança nacional.