Operação Eclésia: Justiça do Amapá determina prisão de réus condenados após decisão definitiva

No AP, réus da Operação Eclésia são condenados à prisão em regime semiaberto O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) determinou, no último dia 18 de dezembro, o início da execução das penas dos réus condenados na Operação Eclésia, após o fim de todos os recursos. A informação foi divulgada neste sábado pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP). A operação ocorreu em 2012. A decisão foi tomada pelo desembargador Jayme Ferreira que apontou na decisão que o STJ negou seguimento aos recursos especial e extraordinário, confirmando o encerramento definitivo da ação. A determinação atende um pedido do MP-AP. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Entre os seis condenados está o ex-deputado estadual Edinho Duarte, à época da operação presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap). Foram condenados na ação também: Moisés Reátegui de Souza Edmundo Ribeiro Tork Filho Dalzira Amanajás de Almeida Geisiel Brito Moreira Janiery Torres Everton A decisão encerra a etapa de recursos e coloca os condenados na fase de prisão e execução das demais determinações impostas no processo. Agora, os processos devem ser enviados para a Vara de Execuções Penais, que passa a cuidar da prisão e do cumprimento das penas. Os réus receberam penas diferentes, variando de 5 a 13 anos de prisão, além de multas e perda de cargos públicos. Moisés Souza (à esquerda) e Edinho Duarte John Pacheco/G1; Jorge Júnior/Agência Amapá LEIA MAIS: Em 2025, mais de 200 traficantes foram presos no Amapá durante patrulhamentos Amapá integra Rota do Mel e busca fortalecer apicultura no Estado Relembra a operação A Operação Eclésia foi deflagrada em 2012 pelo MP-AP e investigou desvios de recursos públicos e irregularidades na Alap. O caso envolveu contratos fraudulentos, notas frias e empresas que receberam valores milionários sem prestar serviços. O MP-AP apontou que em pouco menos de cinco meses a Alap pagou por 1.105 calculadoras, 396 grampeadores, 180 fragmentadoras de papel, 3.796 agendas e 3.769 encadernações. O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 578.193,38. Os réus foram condenados por peculato, dispensa ilegal de licitação, falsidade ideológica, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e emissão de nota fiscal fria. Droga e objetos apreendidos pela Operação Eclésia Polícia Civil/Divulgação Decisão é do desembargador Jayme Ferreira do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) Ascom/TJAP Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: