Maduro e esposa foram retirados de dentro do quarto durante captura dos EUA, diz TV americana

Novos detalhes obtidos pelo canal americano CNN revelam que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram surpreendidos e retirados à força de seus aposentos por tropas de elite dos Estados Unidos. Segundo fontes familiarizadas com o caso, o casal estava dormindo no momento em que a Delta Force, a unidade de contraterrorismo de maior prestígio do Exército americano, invadiu o dormitório na madrugada deste sábado. A incursão tática foi descrita como um sucesso absoluto por oficiais de Washington, sem o registro de quaisquer baixas entre os militares dos EUA. Leia mais: Como petróleo, drogas e imigração impulsionaram a campanha de Trump contra a Venezuela Maduro capturado: Vice-presidente exige 'prova de vida'; 'tropa de elite' americana teria conduzido ação contra líder venezuelano De acordo com a CNN, a administração Trump iniciou os preparativos para este ataque e para a captura de Maduro em meados de dezembro. O plano original previa que a execução ocorresse antes, mas fatores externos forçaram o adiamento. Entre os motivos citados por funcionários do governo estavam condições climáticas desfavoráveis e a decisão estratégica de Donald Trump de priorizar um ataque na Nigéria durante o dia de Natal. O presidente dos EUA ainda afirmou neste sábado (3) que assistiu “ao vivo” a captura do mandatário venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, uma operação militar que foi “como um programa de televisão”. “Eu a vi literalmente como se tivesse assistindo a um programa de televisão. Vimos em uma sala e acompanhamos todos os aspectos”, disse Trump em entrevista à emissora Fox. A operação foi “muito bem organizada” e nenhum americano perdeu a vida, acrescentou o mandatário republicano. O objetivo central da Casa Branca, conforme apurado pela CNN com fontes oficiais, sempre foi a remoção de Maduro para estabelecer um governo de transição composto por lideranças venezuelanas, visando a convocação de novas eleições. Embora o governo Trump venha elaborando discretamente os planos para o "dia seguinte" há semanas, Washington ainda não se manifestou publicamente sobre a formação dessa nova estrutura de liderança após a queda do regime. Nos bastidores, o canal americano aponte que rascunhos desse planejamento focavam no apoio ao líder da oposição, Edmundo González, como peça-chave para preencher o vácuo de poder. No entanto, o Secretário de Estado, Marco Rubio, manteve o sigilo no último mês ao ser questionado sobre as garantias de estabilidade que os EUA ofereceriam à Venezuela em caso de deposição. O ataque Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana. Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas. Ao menos sete explosões e ruídos semelhantes ao sobrevoo de aviões foram relatados na madrugada deste sábado, por volta das 2h, em Caracas. De acordo com fontes locais, um dos alvos teria sido a base militar de La Carlota, da Força Aérea venezuelana, e o Forte Tiuna. Segundo uma equipe da rede americana CNN, algumas áreas da capital venezuelana ficaram sem energia elétrica. "Uma delas [explosões] foi tão forte que minha janela tremeu depois", escreveu a correspondente da CNN em Caracas, Osmary Hernandez. As explosões ocorrem depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma frota de navios de guerra para o Caribe, mencionou a possibilidade de ataques em território venezuelano e afirmou que os dias do presidente Nicolás Maduro no poder estavam contados. Imagens não verificadas compartilhadas nas redes sociais mostram grandes incêndios com colunas de fumaça, embora sem elementos que permitam identificar a localização exata das explosões, que parecem estar ocorrendo no sul e leste da cidade. Ainda, porém, não é possível verificar sua autenticidade. Na última segunda-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracação usada por embarcações acusadas de tráfico de drogas na Venezuela, o que seria o primeiro ataque terrestre dos EUA em solo venezuelano. Maduro, por sua vez, expressou confiança em uma entrevista transmitida na última quinta-feira. — O sistema de defesa nacional garantiu e continua a garantir a integridade territorial, a paz do país e o uso e gozo de todos os nossos territórios — disse o líder venezuelano. Desde setembro, as Forças Armadas dos EUA realizaram mais de 30 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, resultando em pelo menos 115 mortes. Em paralelo, Washington mobilizou o maior destacamento militar no mar do Caribe desde a Crise dos Mísseis, em 1962, com o maior porta-aviões do mundo, mais de 15 mil militares e diversos navios de guerra. Trump acusa Maduro de chefiar uma vasta rede de narcotráfico, acusação que Caracas nega, alegando que Washington quer derrubá-lo para se apoderar das reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.