Família doa mais de 60 obras de Henri Matisse ao Museu de Arte Moderna de Paris

Sessenta e uma obras de Henri Matisse (1869–1954) foram doadas ao Museu de Arte Moderna de Paris. O presente, descrito pela instituição ao jornal inglês The Guardian como “extraordinariamente generoso, excepcional e histórico”, veio da família do pintor francês — mais precisamente, de Barbara Dauphin Duthuit, companheira de Claude Matisse, neto de Matisse, que faleceu em 2011 em Nova York. Arte. Primeiras imagens de Betty Boop, Pluto e outras obras de 1930 entram em domínio público nos EUA Livro. Fugindo de clichês, romance de Thiago Souza de Souza discute religião pentecostal Segundo o Guardian, a maior parte das obras inclui pinturas, desenhos, gravuras, litografias e uma escultura, que retratam a filha do pintor, Marguerite. Obra de Matisse Reprodução Muitas delas haviam sido emprestadas ao museu para a exposição Matisse et Marguerite no ano passado. Mas a decisão sobre a doação surpreendeu completamente a instituição. Em vida, Matisse preferiu manter sua arte na família em vez de vendê-la, o que torna a doação particularmente significativa. As 61 peças se juntarão, agora, às 20 obras de Matisse que o museu já possui. Modelo preferida Em 2013, Duthuit já havia doado ao Centro Pompidou “Marguerite com um Gato Preto”, um dos retratos mais conhecidos feitos por Matisse de sua filha. Ela era a modelo preferida do artista. Marguerite nasceu durante o relacionamento do pintor com uma de suas modelos, Caroline Joblau, enquanto ele estudava arte em Paris. O artista reconheceu a filha e a levou para morar com sua nova família, incluindo seus meio-irmãos Jean e Pierre, quando se casou quatro anos depois. Sarajane. Dona do hit 'A roda', dos anos 1980, cantora revela ter enfrentado a depressão e conta que aumento de peso a afastou da música por dez anos Com menos de dez anos de idade, Marguerite contraiu difteria e precisou passar por uma traqueostomia. Durante décadas, ela usou blusas de gola alta para disfarçar a cicatriz, como mostram alguns retratos. Aos 26 anos, ela fez uma cirurgia para repará-la. Mesmo com a saúde frágil, Marguerite se integrou à resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Chegou a ser torturada pela Gestapo e ameaçada de deportação para um campo de concentração nazista. Ela começou a pintar e participou de exposições coletivas durante a guerra, mas abandonou a pintura para se dedicar a ser assistente e agente de seu pai até a morte dele, aos 84 anos, em novembro de 1954. Ela ainda estava catalogando a obra de Matisse quando faleceu em Paris, em 1982, aos 87 anos.