Crise na Venezuela repercute no mundo e divide líderes internacionais

Crise na Venezuela repercute no mundo e divide líderes internacionais TV Globo O ataque à Venezuela desta madrugada ecoou pelo mundo. Países aliados ao regime do ditador Nicolás Maduro, como Rússia, Cuba e Irã, condenaram de imediato a ação americana e chamaram de violação à soberania. O Kremlin exigiu esclarecimentos sobre as circunstâncias do que classificou de "suposto sequestro de Maduro pelos Estados Unidos". A China também protestou contra o uso da força americana a um Estado soberano. O Ministério das Relações Exteriores do Irã falou em convocação imediata do Conselho de Segurança da ONU. O secretário-geral das Nações Unidas disse que está profundamente alarmado com a ação militar. Vários países cobraram uma resposta da ONU, como a Colômbia. Ameaçado pelo presidente Trump na entrevista de hoje, o presidente Gustavo Petro anunciou o reforço da segurança na fronteira. O Uruguai também condenou o ataque. Já os líderes latino-americanos alinhados com Trump apoiaram a operação, como Argentina, Paraguai e o presidente eleito do Chile. A líder da oposição e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, escreveu em uma carta que o ditador Nicolás Maduro enfrentará Justiça “pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos”. E defendeu que Edmundo González assuma o poder imediatamente e disse que a Venezuela será livre. Na Europa, a chefe da diplomacia do bloco reforçou que é preciso defender os princípios do direito internacional, e defendeu uma transição pacífica e democrática. A União Europeia é o terceiro maior parceiro comercial da Venezuela, depois de Estados Unidos e China. Mas o bloco prolongou por mais um ano, até janeiro de 2027, as sanções ao país por violações aos direitos humanos. A busca por uma saída negociada veio da Espanha e do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que saiu em defesa do direito internacional. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o ataque foi legítimo na luta contra o narcotráfico, mas ponderou que a intervenção militar estrangeira não é a melhor maneira de acabar com regimes totalitários. O presidente francês, Emmanuel Macron, usou as redes sociais para dizer que ainda precisa conversar com Donald Trump e que a Venezuela está, agora, livre da ditadura de Nicolás Maduro, e que os venezuelanos podem se alegrar.