Incêndio nos Alpes: quatro vítimas são identificadas; tragédia teve ao menos 40 mortos e 119 feridos

As autoridades suíças anunciaram neste sábado a identificação de quatro vítimas fatais do incêndio que devastou o bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, durante a noite de Ano-Novo. A tragédia, uma das piores dos últimos anos no país, deixou ao menos 40 mortos e 119 feridos em circunstâncias que ainda estão sendo esclarecidas. Saiba o que é: Incêndio em bar na Suíça pode ter sido 'ignição súbita generalizada' Leia também: Dono de bar suíço destruído por incêndio afirma que normas de segurança foram respeitadas Segundo a polícia do cantão de Valais, os corpos de duas mulheres, de 21 e 16 anos, e de dois homens, de 18 e 16, todos de nacionalidade suíça, já foram entregues às famílias. Os nomes dos jovens não foram divulgados. As autoridades acrescentaram que “113 das 119 pessoas feridas já foram formalmente identificadas”. O reconhecimento das vítimas tem sido um processo doloroso e lento, devido ao estado dos corpos decorrente do incêndio. O jovem italiano Emanuele Galeppini, de 16 anos, foi a primeira vítima identificada no incêndio. A morte do jovem Emanuele Galeppini foi anunciada ainda na quinta-feira pela Federação Italiana de Golfe, à qual ele era filiado como atleta. Galerias Relacionadas Investigações Neste sábado, as autoridades suíças anunciaram a abertura de uma investigação criminal contra dois gerentes do bar incendiado na noite de Réveillon. Os gerentes de nacionalidade francesa “são acusados de homicídio culposo, lesões corporais culposas e incêndio culposo”, informaram em comunicado a polícia e o gabinete da Procuradoria-Geral do cantão de Valais, sem mencionar prisão provisória. Ao final dessa investigação, o Ministério Público decidirá se arquiva o caso ou se apresenta denúncia formal. 'Meu rosto ficou queimado, meu cabelo também': Sobrevivente descreve pânico durante incêndio em bar na Suíça “A investigação foi aberta porque há suspeitas, mas enquanto não houver condenação, prevalece a presunção de inocência”, afirmou à imprensa a procuradora-geral do cantão do Valais, Béatrice Pilloud. Quem são os suspeitos Os proprietários do bar Le Constellation são um casal de franceses, Jacques Moretti e Jessica Moretti. Donos de quatro bares e restaurantes em Crans-Montana e arredores, eles foram interrogados no início da investigação “na condição de pessoas chamadas a prestar informações”, havia informado a promotora na sexta-feira. Ela acrescentou que, segundo os primeiros elementos da apuração, o fogo teria começado “por velas acesas ou fogos de artifício tipo bengala colocados sobre garrafas de champanhe”, cujas chamas teriam incendiado o teto do porão do estabelecimento. Além do uso dessas velas, os investigadores analisam os acessos ao porão e a espuma — um isolante acústico — que reveste o espaço do bar, a qual parece ter pegado fogo rapidamente, segundo vídeos que circulam nas redes sociais. “A investigação vai determinar se essa espuma está de acordo com as normas”, declarou Pilloud na sexta-feira.