Dill Costa fala da reprise de ‘Rainha da Sucata’ e da vida nos EUA, onde vive há 22 anos

No ar em “Rainha da Sucata” como Vilmar, Dill Costa lembra como foi fazer a novela, o seu primeiro trabalho no horário nobre da Globo: Leia também: Filha de Raul Cortez, Maria Cortez fala da decisão de se tornar atriz e de documentário em homenagem ao pai No ar em 'Terra Nostra': Sônia Zagury fala sobre a vida no Retiro dos Artistas aos 91 anos após enfrentar solidão na pandemia — Eu estava fazendo um trabalho de teatro musical quando o diretor Jorge Fernando me assistiu e me convidou para um teste. Ir direto do teatro para a televisão é excitante e, ao mesmo tempo, assustador, por causa da visibilidade. Como eu vinha do teatro e da dança, eu tinha um corpo malhado, um perfil físico forte, e isso acabou fazendo parte da composição da Vilmar. Foi desafiador, porque na televisão tudo é muito menor. Eu saía do palco com toda a energia e a postura da atriz de teatro e ia gravar. Sempre batia aquele medo de exagerar, de ser caricata. Ela conta como foi trabalhar com nomes consagrados da TV, como Paulo Gracindo, Regina Duarte, Glória Menezes e Aracy Balabanian: — Dava muito frio na barriga. São atores que eu endeusava. Eles foram muito gentis e pacientes. Lembro de uma cena com a Glória Menezes em que eu estava visivelmente tensa. O seu Paulo Gracindo veio conversar comigo e disse: "Olha, relaxa, se divirta. Você é uma boa atriz, não se preocupe". Isso foi um presente. Dill, que é casada com o americano Rafael Derrios, mora em Chicago há 22 anos. Lá, ela trabalha como professora de cultura, dança e movimento numa escola e, todos os anos, faz excursões com os seus alunos para o carnaval no Rio de Janeiro: — A dança e a música sempre foram minhas parceiras profissionais. Quando me mudei para os Estados Unidos, continuei desenvolvendo meu trabalho na área. Mas o sonho de um dia retomar meu trabalho como atriz permanece. Em novembro, estreei um show que dirigi e coreografei, chamado “A Minha Alma é Ancestral”, que fala da cultura brasileira e da minha religião, a umbanda. Sinto muita saudade de atuar, de contracenar. A esperança de um dia ser convidada para um trabalho no Brasil nunca morre. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Ela fala sobre a situação atual da comunidade latina e de outros imigrantes na região em que vive: — Os Estados Unidos são um país feito de imigrantes, mas esse povo nunca foi respeitado. Vivemos um momento em que parece que querem limpar o país de negros, latinos, imigrantes… É muito triste ver o que está acontecendo. Vemos os caminhões da imigração (ICE) rondando, e as pessoas se avisam em grupos de WhatsApp para não levarem os filhos à escola. As pessoas desaparecem de um dia para o outro. Eu não tenho esse tipo de problema porque sou cidadã americana. Mesmo assim, ando sempre com o meu passaporte e toda a documentação. Dill ressalta que sonha em um dia voltar ao Brasil: — Aqui, tive que reconstruir minha vida. Sou eu e meu marido, que é daqui, e a família dele. Minhas raízes, minha família, meus amigos, ficaram no Brasil. As relações aqui são diferentes, mais individuais. Mesmo entre brasileiros, os encontros são marcados com muita antecedência. No Brasil, a gente liga e diz: "Estou passando aí em cinco minutos". Aqui, você marca algo para daqui a um mês. É uma diferença cultural. Initial plugin text