Fazer a célula envelhecer mais devagar: essa é a nova estratégia de tratamentos dermatológicos

A ciência dermatológica tem avançado rapidamente em terapias que vão além da estética e se aproximam da biotecnologia. Um dos recursos mais promissores nessa nova era são os exossomos, pequenas vesículas liberadas naturalmente pelas células e que funcionam como verdadeiros mensageiros biológicos responsáveis por transmitir informações essenciais para o equilíbrio e o rejuvenescimento da pele. Marina Sena fala sobre críticas diretas à carreira e ao relacionamento: 'Já me afetou em momentos de fraqueza' Quem é Gabrielle Gambine, sobrinha de Roberta Close e nome em ascensão na moda “Antes, a utilização clínica dos exossomos era restrita, pois a maioria das versões disponíveis era de origem vegetal. Agora, já conseguimos obter exossomos a partir do sangue do próprio paciente, o que garante uma compatibilidade biológica total e resultados muito mais potentes e seguros”, afirma a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Com o passar do tempo, a exposição solar, o estresse oxidativo, a poluição e outros fatores ambientais comprometem a capacidade das células cutâneas de se comunicar e regenerar. “Quando essa comunicação se perde, a pele tende a ficar mais fina, desidratada e menos elástica. É nesse ponto que os exossomos entram como uma ferramenta potente de restauração celular”, explica a dermatologista. “Essas nanopartículas são riquíssimas em proteínas sinalizadoras, enzimas antioxidantes e microRNAs, capazes de modular inflamações, reparar tecidos e estimular a produção natural de colágeno. O resultado é uma pele mais firme, hidratada e luminosa, com melhora visível das linhas finas e cicatrizes”, explica. No procedimento, um equipamento chamado Exocube processa o sangue coletado e libera bilhões de vesículas extracelulares com altíssima concentração de fatores regenerativos. “Por isso, os resultados costumam ser mais rápidos e duradouros do que os obtidos apenas com o PRP tradicional”, ressalta a médica, que reforça que o material é totalmente autólogo, sem risco de rejeição ou contaminação. “Eles ajudam a reduzir inflamações, melhorar a hidratação profunda, restaurar a barreira cutânea e estimular a produção natural de colágeno, prolongando os resultados de outros tratamentos”, destaca a médica. Por se tratar de uma tecnologia baseada em biocomunicação celular, o uso de exossomos é considerado seguro e biocompatível, sem risco de rejeição. “Além do rejuvenescimento facial, os exossomos têm se mostrado aliados em terapias capilares e recuperação pós-procedimentos. Eles aceleram a cicatrização, reduzem a inflamação e ainda estimulam o crescimento de novos fios, melhorando a densidade e a saúde do couro cabeludo”, comenta a Flávia. “Mais do que um procedimento estético, os exossomos representam uma abordagem regenerativa e preventiva, capaz de reprogramar o funcionamento celular e preservar a juventude da pele de forma natural e progressiva. Estamos falando de um novo paradigma em dermatologia, que alia tecnologia e biologia para tratar a causa do envelhecimento, e não apenas os sinais visíveis dele”, finaliza a dermatologista.