Lula continua a acompanhar crise na Venezuela do Rio e só volta a Brasília na terça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai continuar a acompanhar a crise da Venezuela, provocada pela invasão dos Estados Unidos para capturar o ditador Nicolás Maduro, da Restinga da Marambaia, no litoral do Rio. Lula voltaria a Brasília nesta segunda-feira, mas decidiu permanecer mais um dia no local, onde está para um período de descanso desde o dia 26. O presidente e a primeira-dama Janja acompanharam a virada do ano no Forte de Copacabana, na Zona Sul do Rio. O retorno para a capital do país está previsto agora na terça-feira. O mandatário tem sido informado da situação no país vizinho por ministros e assessores. No sábado, participou por meio de videoconferência de duas reuniões representantes dos ministérios da Casa Civil, da Defesa, da Comunicação Social, das Relações Institucionais, da Justiça e das Relações Exteriores. Na manhã de sábado, Lula se manifestou nas redes sociais e criticou a ação dos Estados Unidos. O presidente brasileiro disse que a iniciativa ultrapassa “uma linha aceitável” e cobrou uma reação da comunidade internacional. Acrescentou que “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”. Na primeira das reuniões, Lula cobrou de seus auxiliares mais informações sobre a situação na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos para capturar Nicolás Maduro. O presidente não deu indicativo de que pretende procurar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma das preocupações prévias do governo brasileiro em caso de ataque dos Estados Unidos à Venezuela era com a fronteira, em Roraima. Mas desde sábado não foi verificada alteração no movimento no local.