Tubarão-lixa filmado na praia de Ponta Negra em Natal Um tubarão foi visto nas águas da praia de Ponta Negra, um dos principais pontos turísticos de Natal, na manhã desta segunda-feira (5). Vídeos feitos com celular mostram o animal deslizando pela água em uma parte rasa da praia, perto do Morro do Careca. Uma das imagens foi registrada pelo promotor de vendas Felipe Guimarães, que foi à praia aproveitar seu dia de folga. De acordo com ele, o animal voltou para a parte mais funda da água pouco tempo depois sem intervenção dos banhistas. Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp "Quando fui encostando aqui vi a população saindo de dentro da água e fui verificar o que era. Quando cheguei, me deparei com o tubarão. As pessoas assustadas. Mas foi uma média de cinco minutos, ele nadando aqui perto do pessoal, e voltou", contou. Ainda segundo a testemunha, pescadores que estavam no local falaram para as pessoas que o animal seria de uma espécie inofensiva. Tubarão-lixa filmado na praia de Ponta Negra, em Natal, nesta segunda-feira (5) Reprodução Segundo Lucas Werner, presidente da Associação Tubarões da Costa, o animal que aparece nas imagens é um tubarão-lixa. Ele afirma que a espécie é comum no litoral potiguar e é considerada ameaçada de extinção. A captura é proibida. Pelo menos 10 golfinhos encalham em praia da Grande Natal "Com o início do verão, as águas ficam mais quentes, então esses animais, especialmente os jovens, se aproximam mais da costa, principalmente devido à oferta de alimento", explicou. Ainda de acordo com ele, esse tipo de tubarão se alimenta por meio de sucção e não tem a mandíbula projetada. Apesar disso, pode morder um braço ou a perna de um humano caso sinta-se ameaçado. "Caso alguém se depare com um animal como esse, deve sair da água tranquilamente, sem fazer alarde e grande movimentação e orientar as outras pessoas também nesse sentido", explicou. O pesquisador ainda considerou que a engorda da praia de Ponta Negra pode ter aproximado o humano da área onde esses tubarões já ficavam anteriormente, porém, a confirmação disso dependeria de pesquisas científicas e monitoramento dos animais. "Não há nada confirmado ainda", pontuou. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN