A Justiça de Paris condenou nesta segunda-feira, 5, dez pessoas por assédio cibernético contra Brigitte Macron. Segundo o tribunal, os réus, oito homens e duas mulheres, divulgaram informações falsas sobre o sexo biológico da primeira-dama da França. A sentença inclui até oito meses de prisão. O grupo publicou mensagens nas redes sociais alegando que Brigitte teria nascido homem, com o nome Jean-Michel Trogneux — nome semelhante ao de seu falecido irmão, Jean-Claude Trogneux. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Os réus também exploraram a diferença de quase 25 anos entre ela e o presidente Emmanuel Macron, sugerindo uma relação comparável à pedofilia. Macron tinha apenas 15 anos quando começou a se relacionar com Brigitte, sua professora de teatro à época, que tinha 39. A sentença representa uma vitória judicial para o casal presidencial, que também processa a influenciadora Candace Owens por difamação nos Estados Unidos. Owens repetiu as alegações em seu podcast , o que motivou outra frente de contestação jurídica por parte da família francesa. Brigitte afirmou que os ataques on-line persistiram ao longo dos anos. Em entrevista à TF1, neste domingo, 4, ela disse que os autores do assédio virtual invadiram seu site fiscal e modificaram seus dados pessoais. “Uma certidão de nascimento não é nada”, disse. “É um pai ou uma mãe que vai declarar seu filho, que diz quem ele é ou quem ela é. Quero ajudar os adolescentes a lutar contra o assédio e, se eu não der o exemplo, será difícil.” https://www.youtube.com/watch?v=aQJ60QT1NtE Brigitte oscila entre discurso e prática Enquanto contesta judicialmente as ofensas sofridas, Brigitte ofende o movimento feminista, que se apresenta como defensor da igualdade entre homens e mulheres — bandeira que Macron incorporou ao discurso oficial de governo. Em 2017, no Palácio do Eliseu, o presidente classificou essa pauta como parte de uma “batalha cultural” para transformar uma sociedade “doente pelo sexismo”. + Leia também: "Brigitte Macron afirmou que não se arrepende de ter chamado feministas de 'vadias estúpidas'" Em novembro de 2025, a primeira-dama se irritou com um protesto feminista durante um show de humor e insultou as militantes com a expressão sales connes , termo que pode ser traduzido como “vadias sujas”. Ela assistia a uma apresentação do comediante Ary Abittan em um teatro de Paris quando foi surpreendida pelo coletivo NousToutes. No dia seguinte, encontrou-se com Abittan nos bastidores de outro espetáculo e comentou o protesto com xingamentos às militantes. O post Justiça francesa condena grupo por assédio virtual contra Brigitte Macron apareceu primeiro em Revista Oeste .