O que é o Pico Paraná, lugar onde jovem ficou cinco dias desaparecido

Jovem que sumiu no Pico Paraná é encontrado vivo após cinco dias desaparecido O Pico Paraná - lugar onde Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, ficou cinco dias desaparecido antes de ser encontrado com vida - é o ponto mais alto do sul do Brasil e é usado para turismo no estado. Segundo o Governo do Paraná, são 1.877 metros de altitude. A formação rochosa está no Parque Estadual Pico Paraná, na Serra Ibitiraquire - "Serra Verde", em Tupi. Ela fica entre as cidade de Antonina e Campina Grande do Sul. O Pico Paraná, conforme o Instituto Água e Terra (IAT), requer muito esforço físico para realizar a trilha de 15,2 quilômetros de extensão. O tempo estimado de caminhada é de 13 horas, com risco "muito alto" de acidente. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Pico Paraná. Denis Ferreira Netto/SEDEST A orientação do órgão é manter-se na trilha principal, ter um bom preparo físico para percorrer a trilha e levar equipamentos adequados. No parque, também encontram-se outros picos: Caratuva (1.852 m), Ibitirati (1.846 m), Itapiroca (1.799 m), Camapuã (1,699 m), Tucum (1.739 m), Ciririca (1.692 m), Getúlio (1.477 m), Camelos (1.579 m), Cerro Verde (1.652 m) e Pedra Branca (1.392 m). O local é aberto para visitação e é necessário preencher um cadastro na chegada. A entrada é gratuita, com mudança em situações de pernoite e uso de serviços. Veja o mapa: Picos presentes no Parque Estadual Pico do Paraná. IAT Picos presentes no Parque Estadual Pico do Paraná. IAT Veja tudo sobre o caso: Jovem andou sozinho por 20 km Ele conseguiu pedir ajuda em fazenda Vídeo mostra primeira conversa dele com a família O que se sabe e o que falta esclarecer sobre o desaparecimento Roberto passou mal durante a subida Segundo a Polícia Civil (PC-PR), Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. Segundo relatos, ele se sentiu mal durante a subida. Após descansarem e encontrarem outros dois grupos no cume, a dupla iniciou a descida com um dos grupos por volta das 6h30. Em um ponto anterior ao acampamento, o rapaz se separou do grupo. Momentos depois, conforme os bombeiros, o segundo grupo iniciou a descida, passou pelo ponto onde a vítima tinha ficado, mas não encontrou com ele. Roberto desapareceu no dia 1º de janeiro. Reprodução/Denis Ferreira Netto O analista jurídico Fabio Sieg Martins estava em um dos grupos de montanhistas que encontrou Roberto e a amiga na trilha. Ele conta que acionou os bombeiros ao chegar ao acampamento que fica na base do morro e perceber que o rapaz não tinha mais sido visto. "Quando a gente chegou no acampamento A1, venceu o 'grampos' e tudo mais, tava a menina na barraca. Aí eu pergunto para ela: 'Cadê o Roberto?' e ela não sabia do Roberto. Aí bateu o desespero, eu falei 'o guri deve ter se desorientado lá no [acampamento] A2, tá perdido lá em cima. [...] Aí nós voltamos. No primeiro ponto que dá sinal de celular, eu faço uma ligação para o Corpo de Bombeiros e situo o bombeiro da posição e das referências que nós tínhamos ali", conta Martins. Ele foi encontrado depois de caminhar mais de 20 quilômetros sozinho. Leia também: Grande Curitiba: Tentativa de assalto a caminhão termina com seis mortos na BR-116 Prudentópolis: Caso de violência doméstica faz polícia descobrir armas e R$ 1,2 milhão escondido em bolsas de viagem e iniciar nova investigação Correntes de retorno: o que são, como evitar e como se salvar Investigação No sábado (3), a Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento após a abertura de um Boletim de Ocorrência pela família do rapaz, que mora em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O delegado Glaison Lima Rodrigues colheu depoimento da jovem que acompanhava Roberto na trilha, além de outros montanhistas que o encontraram no caminho e familiares dele. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Veja mais notícias do estado em g1 Paraná.