A representação palestina inaugurou de forma oficial, nesta segunda-feira (5), a sua embaixada no Reino Unido, em um ato que seu principal responsável diplomático em Londres classificou como um "momento histórico". A abertura do órgão diplomático em Londres ocorre mais de três meses depois de o governo britânico reconhecer o Estado da Palestina. — Hoje nos reunimos para assinalar um momento histórico: a inauguração da embaixada no Reino Unido, com status diplomático e plenas atribuições — comemorou o embaixador, Husam Zomlot, que anteriormente detinha o título de chefe da missão diplomática palestina. Roubo de terras: Israel aprova 19 novos assentamentos na Cisjordânia para 'bloquear criação de Estado palestino' Genocídio continua: Bombardeio israelense mata seis palestinos, incluindo um bebê, que estavam abrigados em escola na Faixa de Gaza A abertura desta embaixada "marca um passo importante nas relações britânico-palestinas, no longo caminho do povo palestino rumo à liberdade e à autodeterminação", acrescentou. Após suas palavras, o novo embaixador revelou uma placa com a inscrição "Embaixada do Estado da Palestina", colocada no edifício situado em Hammersmith, no oeste de Londres. — Para gerações de palestinos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, e nos campos de refugiados, bem como em toda a diáspora, esta embaixada representa a prova de que a nossa identidade não pode ser negada — defendeu Zomlot. Sem diplomacia: Israel ordena retirada de embaixadores da Irlanda e Noruega, após países reconhecerem Estado Palestino O embaixador insistiu na "promessa" de "continuar uma paz justa e duradoura, baseada no direito internacional e nos valores universais". O representante do rei britânico Charles III, Alistair Harrison, também declarou que este é "um momento histórico para a Palestina" e "o início de uma mudança importante nas relações bilaterais", que, em sua opinião, já são "muito estreitas". O Reino Unido reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em setembro, quase dois anos após o início da devastadora guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestino Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023. O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, havia afirmado que, com a decisão de reconhecer a Palestina, quer "reviver a esperança de paz e de uma solução de dois Estados". A decisão do Reino Unido, coordenada com outros países, foi criticada por Israel, cujo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, denunciou que se trata de "um prêmio ao terrorismo".