Uma situação recorrente em Copacabana passou a gerar preocupação entre moradores da Rua Hilário de Gouveia. Segundo relatos, um grupo de pessoas em situação de rua que seriam também usuários de crack se instalou no local, onde dorme, consome drogas e faz necessidades fisiológicas em plena via pública. A queixa ganha ainda mais destaque pelo fato de a rua abrigar a sede da 12ª Delegacia de Polícia Civil. Veja outras estreias: 'Lady tempestade', com Andréa Beltrão, encerra turnê com temporada no Teatro Casa Grande Dia de Reis: veja doces preparados especialmente para a ocasião Um morador, que pediu para não ser identificado, afirma que a via se transformou em cenário de uso de entorpecentes há cerca de seis meses. Nesse período, diz ter feito diversas reclamações pelo serviço 1746, da prefeitura, além de procurar síndicos de prédios vizinhos em busca de uma solução conjunta. Até o momento, segundo ele, nenhuma medida efetiva foi adotada. — Perdi as contas de quantas vezes reclamei na prefeitura. Fica aqui um grupo de cerca de 20 pessoas, tem até criança. Defecam, comem, fazem de tudo. Outro dia, um porteiro viu um deles com uma faca na cintura. A situação está insustentável. Usam barracas, colchões. Os canteiros e calçadas se tornaram moradia — relata. Horácio Magalhães, presidente da associação de moradores local, Sociedade Amigos de Copacabana, diz que a entidade está ciente do problema e ressalta que a situação não é pontual nem se restringe à Rua Hilário de Gouveia. — Trata-se de população em situação de rua usuária de drogas. A PM tem patrulhado o local, mas eles vão e voltam — avalia. Copacabana além da praia: confira dicas de lazer e boas surpresas fora do roteiro óbvio do bairro O problema, segundo relatos, se repete em outros pontos do bairro. No Bairro Peixoto, por exemplo, moradores denunciam a venda e o consumo de crack na Praça Edmundo Bittencourt, apesar da curta distância de equipamentos de segurança pública. A praça fica a cerca de 290 metros do 19º Batalhão da Polícia Militar e a 350 metros da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, na Rua Figueiredo de Magalhães. Em junho de 2025, queixas semelhantes também foram registradas por moradores da Rua Silva Castro, em Copacabana. Eles relatam abandono, sujeira e sensação de insegurança, especialmente nos fundos de um supermercado da região, onde caminhões de entrega descartariam lixo de forma irregular, provocando chorume e mau cheiro. Segundo os moradores, a distribuição de alimentos vencidos atrai catadores, que rasgam sacos e deixam restos orgânicos espalhados. Usuários de crack, afirmam, também ocupam calçadas e espaços entre carros para dormir e fazer suas necessidades. Procurada, a prefeitura não respondeu à reportagem até o momento desta publicação. Initial plugin text