Na ONU, EUA defende ação militar que derrubou Maduro

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniu nesta segunda-feira, 5, para discutir a ação militar dos Estados Unidos que derrubou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no último sábado 3. A Colômbia, governada pelo socialista Gustavo Petro e integrante do conselho, solicitou a reunião de emergência logo depois da operação norte-americana. Rússia, China, Cuba e outros aliados da ditadura chavista acusaram os EUA de violar a lei internacional. No sábado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que estava "profundamente alarmado" com a operação norte-americana. + Leia mais notícias do Mundo em Oeste O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, detalhou o histórico de crimes de Nicolás Maduro ao defender a legitimidade da operação militar que capturou o ditador. Ele ressaltou que Washington não declarou guerra à Venezuela ou ocupou o país — antes, a ação norte-americana tinha como objetivo único capturar o agora ex-ditador e sua mulher. Família celebra libertação da Venezuela em Buenos Aires | Foto: Reprodução/X/Clarín "Como disse o secretário [ de Estado dos EUA, Marco ] Rubio, não há guerra contra a Venezuela ou o seu povo. Não estamos ocupando um país", declarou. "Esta foi uma operação de aplicação da lei, em cumprimento de acusações legais que já existiam há décadas." Waltz comparou a ação na Venezuela à destituição do ditador panamenho Manuel Noriega, em 1989. "Se a ONU, e as nações unidas neste conselho conferem legitimidade a um narcoterrorista ilegítimo e o mesmo tratamento a um presidente ou chefe de Estado democraticamente eleito, que tipo de organização é essa?", questionou o embaixador norte-americano? Washington dificilmente será responsabilizada por violação pelo Conselho de Segurança da ONU, cuja fundação estabelece a responsabilidade de assegurar a paz e segurança internacionais. Assim como Rússia, China, Grã-Bretanha e França, os EUA possuem poder de veto, o que lhes permite bloquear ações. Nicolás Maduro chega a Nova York — 3/01/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais Leia na íntegra a fala do embaixador dos EUA sobre a Venezuela "No último fim de semana, colegas, os Estados Unidos realizaram com sucesso uma operação cirúrgica de aplicação da lei, viabilizada pelas Forças Armadas dos EUA, contra dois fugitivos da justiça norte-americana: o narcoterrorista Nicolás Maduro e Cilia Flores. Colegas, Nicolás Maduro é responsável pelos ataques contra o povo dos Estados Unidos, por desestabilizar o hemisfério ocidental e por reprimir ilegitimamente o povo da Venezuela. Como disse o secretário Rubio, não há guerra contra a Venezuela ou o seu povo. Não estamos ocupando um país. Esta foi uma operação de aplicação da lei, em cumprimento de acusações legais que já existiam há décadas. Os Estados Unidos prenderam um narcotraficante que agora será julgado nos Estados Unidos, de acordo com o Estado de Direito, pelos crimes que cometeu contra o nosso povo durante 15 anos. Uma ação semelhante foi tomada em 1989 contra Manuel Noriega. Ele foi preso, indiciado, condenado em um tribunal, cumpriu pena em prisões nos Estados Unidos e no Panamá, e o povo panamenho também. O povo norte-americano está mais seguro por causa disso e, inegavelmente, a região se tornou mais estável. Esta ação policial foi direcionada, em consonância com a responsabilidade do Presidente dos Estados Unidos como Comandante-em-Chefe, para proteger os americanos em casa e no exterior contra um fugitivo diretamente responsável pelo narcoterrorismo que matou centenas de milhares de americanos e gerou violência desestabilizadora em todo o nosso hemisfério. Nicolás Maduro e sua co-ré, Celia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos para serem julgados por seus crimes. Maduro foi indiciado por um júri federal no Distrito Sul de Nova York e enfrenta acusações criminais gravíssimas por seu envolvimento em uma ampla conspiração para praticar narcoterrorismo, traficar cocaína e outras drogas, além de tráfico internacional de armas. As provas contundentes de seus crimes serão apresentadas abertamente nos tribunais dos EUA. Colegas, Maduro não é apenas um narcotraficante indiciado. Ele era um presidente ilegítimo, não um chefe de Estado. Durante anos, Maduro e seus comparsas manipularam o sistema eleitoral da Venezuela para manter seu controle ilegítimo do poder. De fato, há apenas dois anos, em 2024, um painel de especialistas da ONU concluiu que a eleição daquele ano foi uma farsa completa e ficou muito aquém das medidas básicas de transparência e integridade essenciais para a realização de eleições confiáveis. Se a ONU, e as nações unidas neste conselho conferem legitimidade a um narcoterrorista ilegítimo e o mesmo tratamento a um presidente ou chefe de Estado democraticamente eleito, que tipo de organização é essa? Devemos observar que mais de 50 países, incluindo a União Europeia, diversos países da América Latina e, claro, os Estados Unidos, rejeitaram a legitimidade da reeleição de Maduro após as controversas eleições de 2024 e não o reconhecem como o presidente legitimamente eleito da Venezuela. Maduro recusou-se ilegalmente a ceder o poder pacificamente após o povo venezuelano tê-lo destituído do cargo nas eleições de 2024. Portanto, Maduro era um fugitivo da justiça. Ele é o chefe de uma organização terrorista estrangeira nefasta, o Cartel de los Soles. Essa organização, patrocinada pelo regime, coordena-se e depende de outras organizações criminosas nefastas, como o Tren de Aragua, entre outras, para atingir seu objetivo de usar o narcotráfico como arma contra os Estados Unidos. Por sua vez, o Tren de Aragua é uma organização terrorista estrangeira designada, com milhares de membros, muitos dos quais infiltraram-se ilegalmente nos Estados Unidos e conduzem guerra irregular e realizam ações hostis contra o povo americano e contra os Estados Unidos. É um grupo de criminosos que aterroriza e comete crimes brutais, incluindo assassinatos, sequestros, extorsões e tráfico de drogas, armas e pessoas. Esta administração, sob a presidência de Trump, não tolerará isso. Aliás, em março de 2025, o presidente Trump declarou que o Tren de Aragua está realizando, ou melhor, conduzindo guerra irregular contra o território dos Estados Unidos, tanto diretamente quanto sob a direção, clandestina ou não, do regime de Maduro na Venezuela. Maduro e seus comparsas têm se aliado a alguns dos narcotraficantes e narcoterroristas mais vulneráveis, violentos e prolíficos do mundo há décadas, facilitando o fluxo de drogas ilegais que entram nos Estados Unidos, estimado em centenas de toneladas anualmente. Ele ficou rico, incrivelmente rico, com isso. " O post Na ONU, EUA defende ação militar que derrubou Maduro apareceu primeiro em Revista Oeste .