Ataque à Venezuela: após captura de Maduro, Lula tentará falar com Trump e defender integridade territorial de países

O governo brasileiro está preparando seus próximos passos após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, na madrugada de sábado passado. Segundo fontes oficiais, será recomendado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma comunicação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a linha do governo brasileiro será "defesa da soberania e integridade territorial dos países. O Brasil ainda vê a Venezuela como “um barril de pólvora”, e cada passo será milimetricamente calculado. Também é esperada uma comunicação entre o Itamaraty e o Departamento de Estado. O governo brasileiro avalia que se instalou uma disputa entre força e direito internacional, e o Brasil deve estar do lado do direito internacional. Foi a linha seguida nesta segunda-feira no Conselho de Segurança da ONU. “Os EUA optaram por uma alternativa pragmática ao manter o chavismo no poder. Até o momento, foi assegurada a ordem dentro do país, mas ainda é um barril de pólvora”, disse uma das fontes consultadas. Quem é Delcy Rodríguez para o governo Lula? “A referência de ordem que existe hoje na Venezuela”, disse outra fonte oficial. “Trump percebeu que María Corina Machado era fonte de instabilidade. Que era insustentável”, frisou a fonte. Assessores de Lula esperam que o presidente retorne a Brasília nesta terça-feira, para avançar com contatos de alto nível, tanto com a Venezuela como com os EUA. "Lula tentou evitar o ataque em suas conversas com Trump, e agora vai defender temas sensíveis como a soberania dos países". Preocupa ao Brasil a situação nas fronteiras, a defesa dos recursos naturais dos países da regiao e que nao ocorra uma "conflagração na vizinhança". Segundo as fontes consultadas, nos últimos dias o presidente esteve em permanente contato com seus assessores e com a cúpula do Itamaraty. Foi negado enfaticamente o envio de emissários do governo brasileiro a Caracas, segundo apontaram rumores nas últimas horas.