Ao final da audiência de custódia do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, nesta segunda-feira, 5, o juiz Alvin K. Hellerstein, da Justiça Federal de Nova York, marcou uma nova audiência para 17 de março. Maduro se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Cilia Flores também se declarou inocente. O casal compareceu ao tribunal sob escolta armada. Maduro responde a quatro acusações, incluindo conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Segundo a promotoria, o ditador teria comandado uma rede internacional de tráfico de drogas, com vínculos com os cartéis mexicanos Sinaloa e Zetas, a guerrilha colombiana das FARC e a quadrilha venezuelana Tren de Aragua. Desde o início das investigações, Maduro nega qualquer envolvimento, alegando que as acusações seriam justificativas para interesses estrangeiros sobre as reservas de petróleo da Venezuela. Os agentes levaram Maduro de um centro de detenção no Brooklyn até o tribunal, em Nova York, com as mãos amarradas. https://twitter.com/eduardomenoni/status/2008174412390973584?s=20 Caso inédito O caso tem caráter inédito, já que envolve a detenção de um chefe de Estado em exercício por forças estrangeiras, abrindo margem para embates jurídicos pouco comuns nos tribunais dos EUA. Para o governo norte-americano, o processo reforça a política do presidente Donald Trump de intensificar o combate ao narcotráfico e à imigração irregular. Se condenado, Maduro pode receber pena de 30 anos de prisão ou até prisão perpétua. Ação criminosa de Maduro teria se iniciado há 25 anos A acusação aponta que a atuação de Maduro no tráfico começou em 2000, quando ele ingressou na Assembleia Nacional da Venezuela, e se estendeu até sua eleição à Presidência em 2013, depois da morte do ditador Hugo Chávez. Uma nova denúncia, divulgada no sábado 3, incluiu Cilia Flores e outros nomes entre os corréus. A denúncia envolve Nicolás Ernesto Maduro, filho do ditador; o ministro do Interior, Diosdado Cabello; o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín; e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, chefe da facção Tren de Aragua. Leia também: "O fantasma que ainda ronda o mundo" , artigo de Flavio Morgenstern publicado na Edição 303 da Revista Oeste O post Justiça dos EUA marca data de nova audiência de Maduro apareceu primeiro em Revista Oeste .