EUA reformulam esquema de vacinação infantil

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira 5 que vai reduzir o número de vacinas recomendadas para a maioria das crianças norte-americanas. A medida representa um ajuste no atual esquema de vacinação . O órgão manterá a recomendação para vacinas como sarampo, caxumba e rubéola, além de poliomielite, catapora e HPV. Já as vacinas contra meningocócica, hepatite A e hepatite B passarão a ser indicadas apenas para crianças consideradas de maior risco. As imunizações contra gripe, covid-19 e rotavírus deixarão de ser recomendadas de forma universal e passarão a depender de decisão clínica compartilhada entre pais e profissionais de saúde. Aproximação do modelo de vacinação europeu Vacinação na Dinamarca não recomenda vacinação infantil contra rotavírus, hepatite A, meningocócica, gripe ou catapora | Foto: Daniel Castellano/SMCS Segundo autoridades, o novo calendário se aproxima do adotado por países como a Dinamarca, que não recomenda vacinação infantil contra rotavírus, hepatite A, meningocócica, gripe ou catapora. As mudanças começaram a ser discutidas depois de uma apresentação da médica Tracy Beth Hoeg, diretora interina do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos do Food and Drug Administration, a um painel de consultores. + Leia mais notícias de Saúde em Oeste O Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização foi reformulado no ano passado, depois que o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., conhecido por críticas às vacinas, demitiu os membros anteriores. Influência de Trump A revisão do calendário ocorreu um mês depois de o presidente Donald Trump determinar que o departamento reavaliasse as recomendações. Em publicações nas redes sociais, Trump classificou o calendário anterior como “ridículo” e afirmou que o novo modelo é “mais razoável”. O presidente também sinalizou que deseja mudanças adicionais, como a separação da vacina tríplice viral em doses distintas. O post EUA reformulam esquema de vacinação infantil apareceu primeiro em Revista Oeste .