Defesa Civil iniciou a retirada das famílias dos abrigos e o retorno para as residências, com o acompanhamento das equipes municipais. Defesa Civil Ainda em vazante, o nível do Rio Acre marcou 10,61 metros na medição das 18h desta terça-feira (6), dentro da cota de atenção, que é de 10 metros, segundo a Defesa Civil de Rio Branco. Com a redução do nível, todos os abrigos foram desmobilizados na capital acreana e 11 famílias recebem aluguel social. A desmobilização começou na segunda-feira (5) e foi concluída nesta terça. Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, os sete locais que funcionaram como abrigo foram fechados. "Nós mobilizamos nove abrigos, mas utilizamos apenas sete. Todos eles já foram desmobilizados”, afirmou. Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Contexto: No dia 27 de dezembro, o manancial ultrapassou a cota de alerta e logo em seguida transbordou, marcando 14,03 metros. O nível das águas chegou a 15,41 metros na segunda-feira (29) e começou a baixar na terça (30). Após cinco dias, o Rio Acre saiu da cota de 14 metros na última quinta (1º) e chegou a 11,94 metros na capital na manhã de sábado (3), reduzindo desde então. Apesar das fortes chuvas e do aumento do nível do rio, abrigos estão sendo desmobilizados Apesar da desmobilização, o Parque de Exposições Wildy Viana permanecerá de prontidão para receber as famílias caso o Rio Acre volte a subir. LEIA MAIS: Por que Rio Branco teve enchente histórica em dezembro? Entenda fenômeno que causou fortes chuvas Contato com água de enchentes aumenta risco de doenças, alerta infectologista Por conta de cheias, Acre decreta situação de emergência em cinco municípios Com sistema em teste, Defesa Civil diz evitar disparo amplo de alertas durante enchente em Rio Branco: 'Vai trazer pânico' Aluguel social A Defesa Civil iniciou a retirada das famílias dos abrigos e o retorno para as residências, com o acompanhamento das equipes municipais. No entanto, nem todas puderam voltar para casa devido às condições dos imóveis. Segundo a Defesa Civil, as 11 famílias que foram encaminhadas para o aluguel social não têm condições de retornar e reconstruir os locais onde moravam. O diretor de assistência social da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh), Ivan Ferreira disse que as famílias receberam assistência social e poderão ser inseridas em programas do governo. "O aluguel social será autorizado a essas famílias por três meses. Após, faremos uma avaliação e se necessário, poderá ser prorrogado, que é o que acontece na maiorias das vezes, pois eles não tem para onde ir. Nesses casos, sempre os inserimos em programas sociais", pontuou. 300 toneladas de resíduos por dia A limpeza das áreas atingidas foi concluída nesta terça-feira (6). Segundo a Defesa Civil, foram retiradas cerca de 300 toneladas de resíduos por dia, ao longo de cinco dias de trabalho, iniciados na última sexta-feira (2). Equipes de limpeza da Prefeitura de Rio Branco começaram a retirar a lama e entulhos dos bairros Arquivo/Prefeitura de Rio Branco A Defesa Civil também fez um levantamento em áreas com risco de deslizamento. Até o momento, 13 edificações foram comprometidas, sendo que três casas não puderam ser recuperadas durante esse período. Algumas famílias precisaram ser realocadas diretamente dos locais de risco, sem passar pelos abrigos. As ocorrências foram registradas em bairros como o Preventório e Santa Inês. “Esse número pode ser atualizado a qualquer momento, porque continuamos monitorando situações frágeis”, alertou Falcão. As 103 famílias, totalizando mais de 390 pessoas, que ficaram desabrigadas devido à enchente do Rio Acre e enxurrada dos igarapés em Rio Branco começaram a retornar para casa ainda no dia 31 de dezembro. Os abrigos foram montados nos seguintes pontos da capital: Escola Maria Lúcia – bairro Morada do Sol; Escola Anice Jatene – bairro Geraldo Fleming; Escola Marilda Gouveia Viana – bairro João Eduardo I; e Escola Ayrton Senna da Silva. VÍDEOS: g1