A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou nesta terça-feira o líder de sua equipe econômica, uma posição que ela ocupou até a queda de Nicolás Maduro e que é prioridade de sua administração. Este é o primeiro anúncio de mudança feito por Delcy à frente do governo, que designou Calixto Ortega Sánchez como vice-presidente da área econômica. Ameaça ao Ártico: Trump estuda 'várias opções' para Groenlândia, inclusive a militar, diz Casa Branca Julgamento nos EUA: Juiz do processo de Maduro determina que governo americano forneça 'todas as informações' do caso à defesa Delcy era a vice-presidente do país e primeira na linha de sucessão, mas também atuava como ministra de Hidrocarbonetos e "czar" da economia. Seu substituto foi presidente do Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025. Antes disso, Ortega Sánchez trabalhou na indústria do petróleo. — Até o fim de 2026, esperamos consolidar os números de 2025 e crescer ainda mais — disse Delcy Rodríguez na TV estatal, citando a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025. O cenário econômico venezuelano é complexo, com uma desvalorização da moeda local de quase 500% que reacende os temores de uma hiperinflação. Não obstante, especialistas melhoraram suas perspectivas para 2026 com Delcy Rodríguez à frente do governo. Initial plugin text Delcy assumiu as rédeas da política econômica durante os anos da crise mais profunda, quando flexibilizou controles e despenalizou o uso do dólar. A presidente interina assume o governo sob a lupa do presidente americano, Donald Trump, que ordenou o bombardeio a Caracas que levou à captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcotráfico nos Estados Unidos. O republicano manifestou especial interesse nas reservas de petróleo da Venezuela, enquanto Delcy defende uma relação equilibrada e de respeito. Especialistas estimam que a nova administração pode levar a uma flexibilização do embargo vigente desde 2019.