Um cão de 16 anos com demência canina comove as redes sociais ao manter sua rotina noturna

Um momento cotidiano estrelado por Max, um cachorro de 16 anos, tornou-se um fenômeno viral nas redes sociais e gerou milhares de reações devido à simplicidade da cena e ao contexto de saúde do animal. O vídeo, compartilhado no TikTok, mostra o cachorro seguindo sua rotina noturna, um hábito que ele mantém apesar de sofrer da síndrome da disfunção cognitiva canina, uma condição comparável à demência em humanos. Nem azeite, nem peixe: estudo inédito da USP desvenda o segredo dos supercentenários Vida equilibrada: nove maneiras de cuidar da sua saúde mental em 2026 (com pequenas mudanças de hábitos) A gravação, que já acumula quase 2,8 milhões de visualizações e mais de 450 mil curtidas, mostra Max caminhando pelo corredor de sua casa em direção à cama, como faz todas as noites às 19h. No meio do caminho, o cachorro para, se vira e volta. De acordo com o texto que acompanha o vídeo, esse gesto ocorre porque Max se lembra de que ainda não recebeu seu lanche noturno, parte fixa de sua rotina diária. O contexto da demência canina O gesto ganha ainda mais significado devido à condição médica do animal. Max sofre da síndrome da disfunção cognitiva canina, uma doença neurodegenerativa que afeta a memória e o comportamento em cães idosos. Apesar dessa condição, o vídeo mostra que Max mantém certos hábitos profundamente enraizados, como lembrar-se de seu petisco antes de dormir, o que foi interpretado pelos usuários como uma demonstração da força das rotinas em animais mais velhos. Hérnia de disco: técnica inovadora criada por médico brasileiro dispensa cirurgia para o problema A tutora de Max, Sandra Bond, residente na Califórnia, explicou à revista Newsweek que o cachorro geralmente vai para a cama sozinho todas as noites, mas às vezes volta pelo corredor quando se lembra que é hora de seu petisco noturno. Bond explicou que essa recompensa consiste em um comprimido mastigável feito com caldo de osso, que o ajuda a se manter calmo antes de dormir. Problemas de saúde acumulados Além do comprometimento cognitivo, Max sofre de doença vestibular, artrite, um tumor no estômago, cegueira e surdez. Apesar desse quadro clínico, seu dono afirma que o cão vive o presente e responde aos estímulos cotidianos associados à sua rotina. Bond indicou que considera esta fase como "anos extras", que ele tenta aproveitar ao máximo com Max e sua irmã gêmea, Pumpkin. O vídeo gerou milhares de comentários de usuários que compartilham experiências semelhantes com animais de estimação idosos, como: "Cães mais velhos são os melhores. Eles são adoráveis", "Eu adoro a idade em que eles começam a ir para a cama sozinhos. É tão fofo" e "Como é bom envelhecer sendo cuidado, compreendido e amado". Entre mensagens emocionantes e outras com um tom humorístico, a história de Max serviu como ponto de partida para refletir sobre o envelhecimento animal e o valor de pequenos hábitos diários. Síndrome de disfunção cognitiva canina O envelhecimento em cães envolve mais do que apenas mudanças físicas visíveis. Ao longo dos anos, o cérebro também passa por transformações metabólicas, funcionais e estruturais que, em alguns casos, levam à síndrome da disfunção cognitiva canina, uma doença neurodegenerativa progressiva associada à idade. Essa síndrome apresenta semelhanças com a doença de Alzheimer em humanos e se manifesta principalmente em cães idosos. Os sinais clínicos incluem alterações na memória, atenção e capacidade de aprendizagem, bem como desorientação, alterações no ciclo sono-vigília e diminuição da interação social. De acordo com as estimativas citadas, a prevalência da síndrome varia de 14% a 35% dos cães, com um aumento tanto na frequência quanto na gravidade com o avanço da idade.