Drake e streamer Adin Ross são alvos de ação nos EUA por suposta fraude em streams

O rapper Drake e o streamer americano Adin Ross são alvos de uma ação civil coletiva apresentada nos Estados Unidos que os acusa de usar recursos provenientes de um cassino online para financiar reproduções automatizadas de músicas, com o objetivo de inflar artificialmente a popularidade e os royalties do artista em plataformas de streaming como o Spotify. As informações foram reveladas pelo jornal britânico “The Guardian”. O processo é de natureza cível e, até o momento, não há acusações criminais contra os envolvidos. Quando começa o BBB 26? Veja data e horário da estreia do reality 'Chaves' em Cancún? Fã encontra gravação perdida que pode ser Santo Graal da série; entenda A ação foi protocolada no estado da Virgínia por duas mulheres, Tiffany Hines e LaShawnna Ridley, que pedem uma indenização de US$ 5 milhões (R$ 27,1 milhões) contra a plataforma de apostas Stake.com, Drake, Ross e um influenciador digital australiano. Os autores alegam violações à lei federal americana contra organizações criminosas, conhecida como RICO, além de infrações a normas de proteção ao consumidor. De acordo com a ação, o braço americano da empresa, Stake.us, teria permitido a circulação de recursos de forma anônima, o que viabilizaria a compra de streams automatizados para músicas de Drake. A acusação sustenta que ganhos obtidos em apostas foram transferidos por meio de um sistema interno de gorjetas para um intermediário identificado como George Nguyen, que operaria contas responsáveis por contratar serviços de bots especializados em gerar reproduções artificiais. A Stake é licenciada em Curaçao e está oficialmente proibida em dezenas de países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Nos EUA, a empresa atua por meio da Stake.us, que afirma não permitir apostas diretas com dinheiro real, operando com tokens digitais que podem ser adquiridos e posteriormente convertidos em criptomoedas. Procurada, a empresa negou as acusações e afirmou que a plataforma não possui um sistema de gorjetas que possa ser usado da forma descrita no processo. Os documentos judiciais apontam que Drake teria movimentado milhões de dólares como parte do suposto esquema, incluindo transferências de US$ 100 mil (R$ 543 mil) e US$ 10 mil (R$ 54,3 mil) a Adin Ross. O processo também cita postagens públicas, registros de conversas e comunicações vazadas como indícios do papel do intermediário na conversão de recursos entre apostas, dinheiro e criptomoedas usadas para pagar fornecedores de streams automatizados. Além das acusações relacionadas à manipulação de audiências musicais, a ação afirma que a Stake, Drake e Ross teriam induzido consumidores a acreditar que a plataforma era legal e inofensiva. As autoras dizem ter sofrido prejuízos financeiros e problemas relacionados ao jogo após serem impactadas por campanhas promocionais do rapper. Desde 2022, Drake promove a Stake em redes sociais e em transmissões ao vivo na plataforma Kick, pertencente aos mesmos fundadores do cassino. Em uma publicação no Instagram, o artista afirmou ter apostado US$ 124,5 milhões (R$ 676 milhões) em um único mês, com perdas de US$ 8,2 milhões (R$ 44,5 milhões). Em outra postagem, incentivou seguidores a participar de transmissões ao vivo prometendo dividir parte de um eventual prêmio máximo. O processo também sustenta que a Stake teria pago a Drake cerca de US$ 100 milhões por ano (R$ 543 milhões), além de oferecer créditos de apostas gratuitos ao rapper e a Ross. O streamer, hoje com 25 anos, encerrou sua parceria com a Stake em 2025 e passou a promover um cassino concorrente, mas manteve transmissões na Kick, alegando amizade com um dos fundadores da plataforma. A ação na Virgínia não é um caso isolado. Em outubro do ano passado, um morador do Missouri apresentou um processo semelhante contra a Stake, Drake e Ross. A empresa também enfrenta outras ações judiciais em estados americanos por suposta operação ilegal.