EUA pressionam Venezuela a expulsar assessores oficiais de China, Cuba, Irã e Rússia, dizem autoridades americanas

Os Estados Unidos estão pressionando o governo interino da Venezuela a expulsar do país assessores oficiais de China, Rússia, Cuba e Irã, afirmaram autoridades americanas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhou as demandas apresentadas pelo governo do presidente Donald Trump à nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, em uma reunião fechada com líderes do Congresso na segunda-feira. Autoridades americanas ouvidas em anonimato pelo New York Times afirmaram que espiões e militares dos países vistos como adversários por Washington seriam expulsos, enquanto alguns diplomatas teriam permissão para ficar no país. Guarda pessoal de Maduro: Captura de presidente da Venezuela põe em xeque status de 'invencibilidade' da inteligência cubana Resultado dos ataques: Venezuela tem estruturas destruídas, vítimas e mudanças no governo pós-Maduro Homens de elite da Força Delta do Exército americano entraram em uma intense troca de tiros com forças de segurança cubanas, que protegiam o líder venezuelano deposto, Nicolás Maduro, no sábado, fora do complexo em que ele foi localizado em Caracas. Maduro usava forças cubanas como guarda-costas em vez de seus próprios militares por considerá-los mais confiáveis. Initial plugin text Rubio também afirmou ter dito a Delcy Rodríguez que queria que a Venezuela reabrisse o comércio de petróleo com os EUA, uma demanda que Trump fez publicamente. A Venezuela provavelmente teria que flexibilizar ou encerrar a nacionalização da indústria petrolífera para atrair de volta as empresas americanas que deixaram o país. Também poderia ter que pagar algum tipo de indenização. Minutos depois de soldados da Força Delta capturarem Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os levarem para um navio de guerra americano, Rubio telefonou para Delcy, disseram dois funcionários americanos. Não está claro se ele expôs as exigências do governo nessa primeira ligação ou durante conversas subsequentes. O passo a passo do ataque americano à Venezuela Editoria de Arte/O Globo A vice de Maduro tem tentado defender a soberania de seu país diante da prisão do líder chavista, ao mesmo tempo em que adota um tom conciliatório. Em sua nova função, ela precisa manter um equilíbrio delicado — proteger seu futuro político sem antagonizar os EUA, dada a presença da frota naval americana na costa e as ameaças diretas de Trump contra ela. Rubio disse aos parlamentares que o governo não queria ver animosidade contra os EUA por parte da liderança interina, disseram os funcionários, ressaltando a difícil posição de Delcy. Na reunião de segunda-feira, o secretário de Estado não fez nenhum comentário substancial sobre um cronograma para a realização de eleições ou para a restauração da democracia na Venezuela. Especialistas internacionais em eleições e o governo Biden afirmaram que Maduro fraudou os resultados das eleições de 2024, na qual o candidato da oposição venceu com folga.