A forma como cada pessoa percebe e vive sua sexualidade é única e cheia de nuances. O processo de autodescoberta e aceitação pode ser complexo, não linear, e frequentemente surgem termos como "bi de festinha", "bi curioso" ou "heteroflexível" — este último, apontado como o que mais cresce atualmente no mundo. Entenda a digissexualidade: pessoas que sentem atração e mantêm relações com inteligência artificial Entenda: Jéssica Alves, a 'Barbie Humana', busca por relação sapiossexual pelo menos uma vez por semana Um levantamento recente do Feeld, aplicativo de encontros voltado a quem busca diferentes tipos de relacionamento, revelou tendências da sexualidade contemporânea. Os dados indicam que a heteroflexibilidade teve um aumento de 193% em 2025, tornando-se a identidade sexual de maior crescimento. O estudo também mostra que millennials representam quase dois terços dos heteroflexíveis (65%), seguidos pela geração Z (18%) e geração X (15,5%). Especialistas dizem que os números refletem uma sexualidade cada vez mais fluida, em que indivíduos exploram atrações e desejos que fogem de definições fixas de gênero e orientação. O fenômeno sugere que experimentar nos limites de identidades tradicionais vem se tornando culturalmente aceitável, principalmente entre os mais jovens. Sobre o conceito, "considera-se heteroflexibilidade pessoas que se identificam como héteros, mas têm curiosidades sexuais em relação a pessoas do mesmo sexo e, mesmo tendo experiências sexuais com elas, não se identificam como bissexuais", dizem estudiosos. A tendência costuma ocorrer em fases da vida em que há interesse em explorar a própria sexualidade, podendo ou não se consolidar em uma identidade sexual definida. Há também debates sobre o impacto do termo na comunidade bissexual. Alguns questionam se o conceito de heteroflexível não contribui para o apagamento da bissexualidade, já que, em última análise, a atração por ambos os sexos poderia ser chamada de bissexualidade. Apesar das discussões, "entende-se que as pessoas são livres para fazer suas escolhas, sendo elas de tendências ou identidades sexuais diversas", afirmam profissionais da área. O consenso aponta que, mesmo com debates sobre nomenclatura, a liberdade de explorar e compreender a própria sexualidade continua sendo um aspecto central da experiência pessoal.