Aos 24 anos, homem com demência morre apenas dois anos após o diagnóstico

O inglês Andre Yarham, de 24 anos, morreu após dois anos do diagnóstico de demência frontotemporal. De acordo com especialistas, o cérebro do jovem era equivalente ao de uma pessoa com 70 anos convivendo com a condição médica. A detecção da doença ocorreu quando Andre tinha apenas 23 anos. Familiares perceberam que ele passou a falar e mover seu corpo de uma forma muito lenta. Depois de diversos exames, os médicos observaram que ele sofria de uma mutação proteica que possibilitava o surgimento da demência frontotemporal. O jovem, que vivia em Norfolk, na Inglaterra, foi considerado a pessoa mais jovem da Grã-Bretanha (isto é, dentre a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales) a ter um diagnóstico de demência. Segundo a mãe de Andre, Sam Fairbairn, de 49 anos, os primeiros sintomas apareceram quando ele tinha 22 anos. Em alguns momentos ele desfocava e não prestava atenção quando alguém falava com ele. Depois do diagnóstico, ele passou a depender mais e mais de sua mãe para atividades como tomar banho preparar sua comida e bebida e escolher suas roupas. De acordo com uma avaliação de ressonância magnética, o cérebro dele correspondia ao de uma pessoa com 70 anos convivendo com a doença. "Andre recebeu o diagnóstico oficial pouco antes de completar 23 anos. Nesse período, ele perdeu completamente a fala. Ele só emitia ruídos. Nos últimos seis meses, começamos a observar um declínio acelerado. Ele estava se movimentando cada vez menos. André estava com dificuldades para se alimentar sozinho, pegar uma xícara, e estava ficando muito instável. Tivemos que tomar a difícil decisão de interná-lo em uma casa de repouso, para onde ele foi levado no início de setembro", conta a mãe do jovem. Sam decidiu doar o cérebro do filho para que novas pesquisas possam ser feitas em prol de aumentar a expectativa de vida de pessoas com demência frontotemporal. "Se no futuro Andre tiver conseguido ajudar pelo menos mais uma família a ter mais alguns preciosos anos com um ente querido, isso significaria o mundo para nós", afirma.