Um estudo publicado no New England Journal of Medicine mostrou que pessoas que mexem seus quadris frequentemente (ou seja, mais de uma vez por semana) têm um risco 76% menor de demência do que aquelas que o faziam raramente. Segundo os pesquisadores, a dança combina alguns dos melhores elementos conhecidos por estarem associados à longevidade: exercício, criatividade, equilíbrio e conexão social. Entrevista: ‘as quedas são as minhas grandes preocupações neste momento’, diz o cirurgião de Bolsonaro Conheça a história: cão de 16 anos com demência canina comove as redes sociais ao manter sua rotina noturna Outras atividades físicas, como natação e caminhada, também apresentavam tendência na direção certa, mas que seus resultados não eram tão profundos quanto os associados à dança. O estudo começou em meados dos anos de1980 quando um grupo de pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine decidiu entender melhor o envelhecimento cerebral recrutando quase 500 homens e mulheres com idades entre 75 e 85 anos que viviam no Bronx. Cada pessoa passou por testes neuropsicológicos e respondeu a questionários sobre sua saúde e estilo de vida. Então, ao longo das décadas seguintes, os pesquisadores acompanharam a cognição dessas pessoas. Como pessoas nos estágios iniciais de demência podem reduzir atividades como dançar, o estudo foi projetado com um longo período de observação para corrigir isso. A dança, além de ser um exercício aeróbico, une desafios cognitivos de lembrar os passos ou a coreografia, a conexão social, pois ela é realizada com outras pessoas, além da coordenação motora e equilíbrio. Ela “pede” ao cérebro que faça várias coisas ao mesmo tempo — acompanhar um ritmo, lembrar passos (ou improvisar rapidamente alguns novos), navegar pelo espaço e responder a um parceiro, se ela for feita em duplas. Veja quais: Anvisa proíbe lotes de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação com toxina Já há clínicas de saúde que recomendam a dança como terapia para pacientes com distúrbios de movimento como a doença de Parkinson. Embora mais estudos sejam necessários, os dados sugerem que esse grau de multitarefa cognitiva dá ao seu cérebro o tipo certo de exercício. E pode ser realizado por quase todas as pessoas. Outros estudos Uma meta-análise de 2020 de 29 ensaios randomizados entre idosos saudáveis descobriu que atividades baseadas em dança social estavam associadas a uma redução de 37% no risco de quedas - além de melhorias no equilíbrio e na força da parte inferior do corpo. Outro grande estudo populacional descobriu que apenas ouvir música na maioria dos dias estava ligado a uma diminuição no risco de demência. Ou seja, se você for do tipo tímido que não quer dançar, apenas sintonizar nessas vibrações já é um bom caminho. A música pode evocar memória e emoções, mas certos tipos também podem oferecer um desafio distintamente agradável para o cérebro. Chiclete e estresse: estudo curioso aponta relação entre mastigação, atenção e alívio da tensão Os estudiosos afirmam que não existe uma solução mágica para prevenir a demência. Sendo a doença resultado de vários fatores convergindo em nossos cérebros — genética, estilo de vida, estresse, dietas e exposições ambientais. Caminhar e outras formas de atividade física podem ajudar a aumentar a saúde do seu cérebro, mas, reforçam que fazer isso não deve parecer uma obrigação.